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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
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O “Expresso do inferno” e o transporte público em Guarulhos

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Edison Evaristo Vieira Jr.
Psicólogo, Psicanalista, palestrante, livre pensador, escritor e ativista político e social

O transporte público em Guarulhos, sobretudo nos horários de pico pela manhã e noite, deixa muito a desejar e os usuários do sistema são tratados meramente como carga. Não adianta disponibilizar internet em alguns carros se grande parte dos usuários não consegue utilizar seus braços se não for para segurar-se. É preciso ter qualidade e comodidade para os usuários como prioridade e não somente o lucro das empresas de ônibus é que deve ser motivo de preocupação.

A linha 433 Terminal Vila Galvão – Terminal São João foi apelidada como “expresso do inferno”, visto a enorme quantidade de pessoas atendidas e o consequente desconforto pela insuficiência de veículos. Em horários de picos os carros andam completamente apinhados de passageiros, fazendo com que idosos, mulheres grávidas e deficientes viagem em pé simplesmente por que as cadeiras reservadas também estão ocupadas com pessoas nessas condições. O intervalo entre um carro e outro é grande para a quantidade de pessoas nos horários de pico. E se já não bastasse a superlotação, os passageiros são obrigados a ouvirem pedidos de cobradores e motoristas para “darem um passo atrás para o ônibus seguir viagem”, que, apesar que pode soar ofensivo para alguns, é a forma que os funcionários encontram para poder acomodar os passageiros que estão querendo subir e seguir viagem. Todos precisam seguir para seus destinos.

Outra linha de ônibus que também é alvo de críticas é a 234 – Terminal Vila Galvão – Cocaia que em horários de pico os carros parecem diminuir de quantidade e os passageiros chegam a esperar mais de uma hora nos pontos de ônibus. E eu mesmo fui testemunha dessa demora em diversas ocasiões. Fiz diversas reclamações da Secretaria de Transportes e Trânsito da Prefeitura de Guarulhos pelo telefone 2475-6996 e, apesar de bem atendido, nada foi resolvido. Cabe a Prefeitura de Guarulhos melhorar a fiscalização, bem como, também, cabe aos usuários do sistema reclamarem quando necessário sobre a prestação de um serviço de má qualidade.

Infelizmente vivemos em um modelo econômico onde o lucro tem primazia sobre o bem-estar das pessoas. Não conseguiram aliar negócio com qualidade em praticamente todos os serviços públicos no Brasil, públicos, privados e privatizados. E o pior é que muitos governos, que deveriam zelar pela qualidade do que é oferecido à população, também trabalham para garantir privilégios dos poderosos em detrimento de toda uma sociedade.