Japan House São Paulo promove 3ª edição da ”Experiência JHSP Online: Um encontro com o Japão em casa” com Telma Shiraishi e André Saburó

Japan House São Paulo vai além das fronteiras da cidade de São Paulo e anuncia a terceira edição do Experiência JHSP Online: um encontro com o Japão em casa’, uma experiência sensorial inédita para os apaixonados da gastronomia japonesa, feita pela primeira vez a quatro mãos pela chef Telma Shiraishi, do restaurante Aizomê (São Paulo) com o chef pernambucano André Saburó Matsumoto, que comanda o Quina do Futuro (Recife). Ao lado das lojas Shin e Furoshiki – localizados dentro do centro cultural – o evento acontece online no dia 27 de outubro às 19h30, e amplia a rede de eventos com origem no provérbio japonês Ichigo go ichi e (一期一会que enfatiza que todos os encontros em nossas vidas são únicos.

Inspirados por essa reflexão, a Japan House São Paulo criou o programa com o objetivo de reunir pessoas para compartilhar momentos especiais mesmo estando à distância, com a possibilidade da troca e do diálogo por meio de uma vivência especial. A iniciativa busca partilhar os conhecimentos sobre cultura e gastronomia japonesa, lembrando aos participantes sobre a importância de desfrutar daquele encontro de maneira comprometida, prezando pelo trabalho do mestre que se empenha para transformar o momento em uma experiência especial aos envolvidos.

Para essa edição, o ingrediente principal será o atum, pescado de grande importância para a gastronomia tradicional japonesa e que ganha cada vez mais espaço e qualidade na culinária brasileira. Nesta vivência, um lindo intercâmbio cultural fará com que o ingrediente que permeia a história da família de Saburó e fez com que ganhasse grande notoriedade pelo desenvolvimento de novos produtos e receitas venha diretamente do Nordeste para que os participantes de São Paulo possam realizar a mesma experiência. É necessário realizar inscrições por meio do http://bit.ly/jhspGensenMaguro  para participar do evento.

Por meio de um encontro virtual pela plataforma Zoom, os chefs conduzirão a live orientando sobre a elaboração de duas receitas diferentes. A primeira será um tataki – técnica japonesa de preparo do atum em que o peixe é rapidamente selado, ficando cozido por fora e rosado no centro. Terá o arremate de dois molhos, um à base de ponzu ao perfume de yuzu e outro à base de missô com toques dos sabores do nordeste, que poderá ser saboreado com o shari (arroz para sushi) e ovas. A segunda receita será o tekkamaki (sushi enrolado de atum envolto em alga nori). Os participantes receberão os ingredientes e uma esteira de bambu para fazer o rolinho passo a passo com os chefs. Para entreter o paladar enquanto preparam os pratos, o kit completo inclui ainda um tartar de atum com pepino, brotos e alga wakame.

Para participar desta exclusiva viagem ao Japão estão disponíveis duas opções: uma para inscrição no evento com acesso gratuito à live e a lista de ingredientes necessários para acompanhar de onde estiver e preparar seus pratos; e outra para adquirir a experiência completa (kit com ingredientes, cerâmicas e hashi reutilizável – R$ 290,00) disponível para quem mora nas cidades de São Paulo e Recife. Nesta última opção, os ingredientes já estarão separados nas porções exatas, facilitando o preparo e tornando a noite mais simples e divertida, além de estarem acompanhados por um conjunto único de cerâmicas assinados pela artesã Terezinha Gonzaga, artista de Caruaru/PE que pensou e moldou as peças especialmente para esta experiência.

Terezinha iniciou seu trabalho ainda cedo, aprendendo seu ofício com familiares louceiros e, ao longo dos anos, com talento e determinação, estabeleceu-se como um grande nome da Arte do Barro da região pernambucana, transmitindo seu ofício também aos filhos.

Para embrulhar todos os itens do kit, estará o Furoshiki (  ), nome dado à técnica milenar japonesa que utiliza tecidos quadrados para envolver os mais variados tipos de objetos por meio de amarrações. Esse costume geralmente está aliado a uma convenção social japonesa que possui toda uma etiqueta própria e destaca a importância do ato de presentear, pois não só o que se oferece carrega significado, mas seu embrulho também, já que a boa apresentação é essencial para evidenciar o cuidado do gesto.

Experiência JHSP Online: um encontro com o Japão em casa – Gensen Maguro

Quando: 27 de outubro, às 19h30

Onde: Plataforma ZOOM

Inscrições obrigatória: http://bit.ly/jhspGensenMaguro

Valor: R$ 290,00 ou gratuito

Vagas: limitadas somente para as modalidades pagas

Saiba mais sobre o atum

No Japão, o atum mais famoso é o hon maguro ou kuro maguro pescado em Oma, na província de Aomori, no extremo norte da ilha principal. Lá, em um turbulento estreito, o oceano Pacífico encontra o mar do Japão e as correntes muito ricas em nutrientes atraem muitos peixes e frutos do mar e, por consequência, também trazem seu magnífico predador, o atum. Por essa abundância, os pescadores de Oma são muito conhecidos por suas técnicas de pesca e pelo cuidado no manejo do peixe para garantir sua qualidade. Esses atuns são muitos cobiçados e podem atingir altas cifras nos famosos leilões de Toyosu (antes em Tsukiji) e são chamados de “diamantes negros do mar”.

Já no Brasil, apesar de tecnologias incipientes, o atum sempre se fez presente em águas locais, sendo as principais espécies consumidas a Albacora (Albacore, Thunnus Alalunga), Albacora Laje (Yellowfin, Thunnus Albacares) e Albacora Bandolim (Big eye, Thunnus Obesus). Todas são muito apreciadas para a culinária japonesa por seu sabor delicado e cor singular. 

Este peixe, além de popular, permeia a história de Saburó e sua família, que chegou ao Brasil no início do século XX, vinda de Sasebo, Nagasaki e, na década de 1960, mudou-se para o Recife para trabalhar em uma companhia de pesca japonesa onde havia o beneficiamento do atum. Desde então, o conhecimento sobre esse animal, suas espécies e modos de cultura aprimoraram-se, fazendo com que Saburó ganhasse grande notoriedade pelo desenvolvimento de novos produtos e receitas, como a carne de sol de atum, um derivado de sarapatel e até mesmo torresmo. 

Para que esse resultado fosse possível, Saburó explica: “em 2010 iniciamos um trabalho junto a [empresa] Oceanus cuja troca de expertise resultou em uma melhoria significativa do atum no mercado brasileiro, levando ao consumidor final um atum de alta qualidade e exportando para os principais mercados, como Estados Unidos e Japão. Durante este período, iniciamos um trabalho observando o atum como se fosse um ‘boi do mar’, em que o aproveitamento máximo do produto aliado ao estudo e técnicas gastronômicas resultam em novos produtos e minimizam seu desperdício. Os resultados foram muito positivos trazendo novas texturas a partir dos cortes para culinária japonesa e novos pratos com toque regional nordestino’’.

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