Zeitune nega extorsão, mas confirma envolvimento com empresário e operador que aparecem em áudios

Da Redação

O vice-prefeito, Alexandre Zeitune, foi ouvido ontem durante a reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que o investiga por suposta extorsão. Por mais de uma hora, Zeitune respondeu às perguntas dos vereadores que compõem a comissão.

Ele negou a possível extorsão. No entanto, destacou a relação de amizade com Marco Antônio Ferreira, apontado como operador nos áudios que motivaram a instauração da CEI. Também afirmou envolvimento, incluindo a realização de negócios, com o empresário Paulo Zhu. Segundo ele, Ferreira seria funcionário de Zhu.

“Paulo nutre amizade comigo, além de termos alguns negócios juntos. Tenho um relacionamento comercial com essa pessoa. Marco tenho processo na época em que eu era advogado, além de fazer negócios com ele na área de varejo”, afirmou.

Durante o encontro da comissão, Zeitune também afirmou que uma foto publicada por um jornal da cidade, onde ele aparece junto com uma quantia de dinheiro, provavelmente ocorreu dentro do seu escritório. “Novamente com o Paulo Zhu e o Marco Antônio em alguma questão que estávamos resolvendo”, disse.

Segundo ele, Paulo Zhu o procurou a partir de novembro do ano passado para tratar de assuntos referentes a uma empresa que possuía algumas lojas e precisava de consultoria para não encerrar as atividades, além de trazer investimentos internacionais para a cidade. “O sentimento que eu tenho é que isso pode até ter sido plantado”, destacou.

Zeitune voltou a questionar a legitimidade da CEI, além de destacar as ameaças que ele e sua equipa vêm sofrendo. Ele também disse que está afastado a pedido de suas funções no Sicoob Unimais e também na Rede Sustentabilidade. Por fim, apresentou requerimentos diversos para serem juntados ao processo.

Operador deve ser ouvido hoje
A expectativa é que Marco Antônio Ferreira, apontado como operador, também preste esclarecimentos à CEI. O encontro deve acontecer hoje, a partir das 9h.

Ferreira compareceu pessoalmente na semana passada à Câmara Municipal para receber ofício de convocação. “O não comparecimento de vossa senhoria na data, horário e local supracitado, sem motivo justificado, poderá acarretar na sua condução coercitiva”, diz trecho do documento.

Segundo o presidente da comissão, vereador Marcelo Seminaldo (PT), o depoimento de Ferreira será importante para elucidar o contexto de como as conversas foram feitas. “Ele pode falar do que se tratava (as conversas), se o dinheiro era em troca de algo, e também de um programa de informática que eles citam nos áudios”, explicou.

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