Yamaha MT-03 evolui na linha 2021

A nova Yamaha MT-03 2021 estava com o passaporte carimbado para o Brasil desde o fim de 2019, quando foi apresentada no Salão de Milão (EICMA). Após essa longa espera, finalmente a street, que traz várias atualizações no visual e ciclística, chega ao País com preço de R$ 25.490. São R$ 856 a mais que a tabela da linha 2020. Feita em Manaus, a novidade estará nas concessionárias a partir da segunda quinzena deste mês.

Agora o visual remete ao da “irmã” mais velha, MT-09. O farol de LEDs é novo. Há duas luzes de uso diurnas em formato de filete e um bulbo central que faz as vezes de luz baixa e alta. Lanterna traseira e piscas também são de LEDs. Os grafismos mudaram, mas opções de cores – azul e preta (metálicas) e cinza fosca foram mantidas.

Outro destaque é o painel de instrumentos, que já está na R3, a versão carenada da MT-03. O quadro digital traz mais informações, como consumo instantâneo e médio, hodômetro total e dois parciais e aviso do prazo da troca de óleo. Com isso, sua visualização melhorou.

O tanque de gasolina tem novo formato. Está achatado no topo e mais largo. Com a mudança é possível apoiar melhor as pernas na hora de fazer o pêndulo em curvas. A capacidade do reservatório foi mantida em 14 litros, sendo 3 l de reserva.

O banco do piloto garante conforto mesmo em viagens longas. Já as pedaleiras recuadas são um ponto negativo para quem tem mais de 1,8 metro e tendem a causar cansaço após muito tempo sobre a moto. O garupa sofre tanto por causa do assento pequeno quanto pela falta de alças para se segurar.

A MT-03 2021 também ganhou novas suspensões. Na frente, a mudança foi maior. Os garfos convencionais da linha anterior deram lugar a invertidos com 130 mm de curso. Na prática, o sistema fornecido pela marca japonesa Kayaba deixou a moto mais equilibrada. Com a atualização, a dianteira não flutua em curvas nem mergulha em frenagens bruscas.

Na traseira, a suspensão monoamortecida com sete ajustes de pré-carga na mola foi recalibrada. A balança, batizada de assimétrica pela Yamaha, também é nova. Segundo informações da marca, esse tipo de construção, que foi aplicada na R3 2020, garante mais equilíbrio em acelerações e frenagens.

A ciclística, outro aspecto que evoluiu na linha 2021 da street, também contribui para melhorar as respostas em curvas e frenagens. Tanto que, embora o sistema de freios não tenha mudado, a sensação é de que ficou mais potente. O conjunto tem discos simples de 298 mm na frente e de 220 mm atrás. O ABS é de série e não pode ser desligado.

Na cidade, a MT-03 2021 é ágil no trânsito. Leve, parece ser uma street de menor cilindrada, o que permite que seja utilizada no dia a dia sem esforço. Na estrada, sobretudo em trechos sinuosos, ela também se destaca pela agilidade.

A MT-03 2021 não traz mudanças na mecânica. O motor de 321 cm³ produz 42 cv de potência a 10.750 rpm e 3 mkgf de torque a 9 mil rpm. O câmbio de seis marchas tem engates fáceis. E, mesmo sendo “girador”, com faixa vermelha começando em 12 mil rpm, o dois-cilindros também consegue fazer bonito na cidade.

Isso porque esse motor, que integra a família MT (Master of Torque, ou Mestre do Torque) garante bom rendimento também em baixas rotações. Há força suficiente para arrancar na frente em saídas de semáforos e vencer subidas facilmente.

Na estrada, a Yamaha mostra sua verve esportiva. O torque parece que nunca vai acabar e é possível aproveitar cada marcha ao máximo até os 12 mil rpm antes de fazer a mudança.

O shift light (luz no painel que indicar o momento ideal de trocar de marcha) pode ser ajustado ao gosto do piloto. Os engates do câmbio são fáceis e a relação é adequada tanto para o uso no trânsito urbano quando em viagens em rodovias. Aliás, rodando em sexta marcha em torno dos 120 km/h, o nível de vibração do motor é surpreendentemente baixo.

FICHA TÉCNICA

Preço sugerido: R$ 25.490

Motor: 321 cm3, 2 cil., 8V, gas.

Potência (cv): 42 a 10.750 rpm

Torque (mkgf): 3 a 9.000 rpm

Câmbio: 6 marchas

Tanque: 14 litros

Disco dianteiro: 298 mm

Disco traseiro: 220 mm

FONTE: Yamaha

PRÓS E CONTRAS

PRÓS – CICLÍSTICA

Graças à suspensões novas (sobretudo na dianteira) comportamento da moto ficou ainda melhor.

CONTRAS – BANCO

O garupa continua relegado. Além de o assento continuar pequeno, não há alças de apoio.