Trecho da via Dutra em Guarulhos é o quinto mais perigoso do país

Rosana Ibanez

Um trecho de 10 quilômetros da rodovia Presidente Dutra (BR-116) em Guarulhos foi considerado o quinto mais perigoso do país pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O estudo “Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura” analisou a via entre os quilômetros 210,6 e 220,6 e constatou 252 acidentes com 13 mortes.

O referido trecho foi aonde dois veículos se envolveram em um grave acidente no último sábado (02), resultando na morte de três pessoas e deixando outras duas gravemente feridas.

O levantamento relaciona as características da infraestrutura viária apresentadas na Pesquisa CNT de Rodovias 2017 (estado geral, sinalização, pavimento e geometria da via) com os acidentes com vítimas registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em rodovias federais, no ano passado.

Ao analisar as condições viárias, o estudo constata que, quando a avaliação do estado geral é negativa (ou seja, regular, ruim ou péssima), a gravidade dos acidentes nos trechos considerados mais perigosos é 2,4 vezes maior que no restante das rodovias brasileiras.

Sinalização ruim agrava acidentes mesmo com pavimento em boas condições
Pavimento em boas condições e sinalização com problemas são uma mistura fatal nas rodovias federais brasileiras. De acordo com o estudo, a gravidade dos acidentes aumenta significativamente se as condições da sinalização da via são piores.

O trabalho da confederação aponta que o índice de óbitos a cada 100 acidentes é maior quando o pavimento tem melhores condições: são 11,2 registros em trechos com pavimento classificado ótimo, contra 7,7 mortes em trechos com classificação péssimo.

Ainda segundo o estudo, em vias com boa pavimentação os veículos atingem uma maior velocidade e consequentemente há um maior risco de envolvimento em acidentes. Porém, este risco, de se envolver em um acidente, poderia ser reduzindo desde que as considerações de sinalização estivessem adequadas e houvesse maior fiscalização nestes pontos.

Foto: Divulgação/CCR Nova Dutra