Termos e condições na Web: quando o produto é você!

Olá pessoal! Hoje vamos falar de um tema que apesar de incômodo, é constantemente jogado para debaixo do tapete. Estou falando dos termos e condições que os serviços da web são obrigados a terem o sei “aceite” antes de fornecer tudo o que você precisa na internet de graça… Mas será que é de graça mesmo? Hoje, os principais serviços fornecidos na web são gratuitos. São oferecidos Buscadores (Google), Redes Sociais (Facebook, Instagram), álbum de fotos (Flickr), GPS (Waze, Google Maps), agenda de compromissos e tudo mais que você ainda nem sabia que precisa. Na ansiedade de obtermos esse universo quase infinito de soluções digitais “gratuitas”, clicamos quase que automaticamente naquele famigerado quadradinho (ou bolinha) que garante sua aceitação aos termos daquele serviço muitas vezes sem ler, mas cá entre nós, quem realmente lê todos aqueles termos? Só para termos uma ideia, segundo a Folha de São Paulo, caso você deseje ler os termos de aceite do Google, Facebook e Whatsapp, levaria em média, 4:30hs! E ainda sem a garantia de que você consiga entender tudo o que está lá. Não estou duvidando de sua inteligência, mas as coisas por lá, são feitas para não serem entendidas mesmo, e só para te deixar com raiva, seguem algumas coisinhas que você aceitou automaticamente ao clicar no termo “aceito”:

GOOGLE (Você concede ao Google – e a seus parceiros – uma licença mundial para usar, hospedar, armazenar, reproduzir, modificar, criar obras derivadas, comunicar, publicar, executar e exibir publicamente e distribuir seu conteúdo com dados de navegação, posição geográfica, preferências, etc), tudo isso em forma de dados para quem quiser te vender algo.

FACEBOOK (Você concede permissão para usarem seu nome, imagem de perfil, conteúdos e informações relacionadas a conteúdos comerciais e que poderão ser fornecidos ou aperfeiçoados por eles e para empresas que os paguem para fornecerem estas informações com fins comerciais, sem qualquer compensação por isso).

LINKEDIN (Você dá a eles o direito não exclusivo, irrevogável, mundial, perpétuo, ilimitado, transferível, livre de royalties para copiar, preparar trabalhos derivados de seus dados e trabalhos lá inseridos).

INSTAGRAM (Obter a localização e a data de suas fotos, acessar a câmera e o microfone de seu celular, coletar informações sobre as páginas que visita, hashtags preferidas e informações nos campos de perfil ou nos Acontecimentos do Facebook sobre sua opção religiosa, preferência política, saúde ou por quem você “tem interesse” e ainda vender suas fotos sem direito a compensação). Quem nunca recebeu um anuncio no instagram sem nem mesmo ter buscado algo? Neste caso, o micrifone de seu celular pode ter captado algumas palavras que você ou amigos tenham dito e usado isso para te vender algo.

Ainda tem dúvidas se você preta realmente atenção nestes termos? Em 2009 no Reino Unido, um site chamado Gamestation fez uma experiência deixando por apenas 1 dia em sua política de privacidade, o seguinte texto: “Você concorda em nos deixar reivindicar em caráter irrevogável agora e para sempre, a sua alma imortal.

Por outro lado, não podemos ser puritanos em achar que tudo isso deveria ser 100% grátis, pois o jeito que estas empresas encontraram de monetizar seus serviços é vender todos os seus dados e padrões de comportamento para empresas que queiram vender seus produtos e serviços com maior assertividade e eficiência.

Portanto, pense muito bem quando for aceitar um produto ou serviço gratuito na Web, pois o produto na verdade, pode ser você!

André Logello Lima
Gestor da agência RedPill Estratégia e Marketing e coordenador do curso de pós-graduação em marketing digital e e-commerce do Senac Osasco

Imagem: Divulgação