Setembro Amarelo: é preciso falar sobre o suicídio e orientar a prevenção

O mês de setembro é marcado por uma campanha contra o suicídio, conhecida como Setembro Amarelo. No Brasil, desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), tem organizado diversas ações referentes ao tema.

Incentivada pela data e pela seriedade do assunto a Corporate Health – empresa do Grupo Ritacco especializada na gestão de seguros saúde corporativos e na promoção da saúde e qualidade de vida –, realizou recentemente um trabalho de orientação específico sobre o Setembro Amarelo em um dos seus clientes.

Para Lígia Araújo, supervisora de saúde da Corporate Health, a ação teve um impacto altamente positivo, não só para os profissionais da empresa, mas, também, aos colaboradores da própria corretora.

“Falamos sobre fatores protetores e de risco relacionados ao suicídio, bem como de meios para se buscar ajuda. Ouvimos diversas histórias e pudemos entender o quanto é importante organizações fazerem ações como essa periodicamente”, disse.

Para a head da Corporate Health, Rafaella Ritacco, o tema é bastante delicado e ações de orientação e troca de experiências são fundamentais. “Muita gente evita falar sobre o tema, mas é justamente o diálogo que pode ajudar. Problemas relacionados à saúde mental geralmente são silenciosos. A Corporate Health tem o objetivo de criar uma cultura de saúde, fazendo atividades preventivas e levando informações de forma leve e objetiva”, pontuou.

Psicóloga da corretora, Letícia Duarte Alves destacou o engajamento dos funcionários que participaram da ação. “Recebemos muitos questionamentos pertinentes, além de um retorno positivo da própria empresa posteriormente. Muitos trabalhadores saíram da atividade com ideias para ajudar pessoas próximas, como parentes e amigos. Ou seja, a ação ultrapassou os limites da empresa e conseguimos ter uma repercussão positiva na sociedade em geral”, relatou. 

Por que amarelo?

A cor amarela foi escolhida por causa do suicídio do jovem Mike Emme, de 17 anos, nos Estados Unidos, em 1994. Antes de tirar a sua própria vida, Mike era reconhecido por ser um jovem muito talentoso. Ele restaurou um automóvel Mustang 68 e o pintou de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como “Mustang Mike”. Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte.

No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro deles tinha a mensagem “Se você precisar, peça ajuda”. A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio.

No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, são registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos e mais de um milhão no mundo. “Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias”, disse a associação.

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