Servidores rejeitam proposta de desembargadora e mantêm greve

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Corrida Folha Metropolitana

Lucy Tamborino

Em assembleia realizada ontem na praça Getúlio Vargas, os servidores municipais decidiram por manter a greve, após recusarem a proposta de reajuste salarial decidido pela desembargadora Ivani Contini Bramante, do Tribunal Regional do Trabalho. Na nova proposta, era previsto reajuste progressivo de 2,5%, sendo 1,25% em maio e outros 1,25% em setembro, além de 5% na cesta básica e no vale-refeição (VR). A proposta da Justiça trabalhista também incluía o pagamento dos dias parados desde quarta-feira, quando a greve da categoria foi decretada, até esta segunda-feira.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos (Stap), cerca de duas mil pessoas se reuniram na praça ontem. Hoje os servidores devem se reunir às 14h, no Paço Municipal. Outra audiência também está prevista para acontecer na quinta-feira (30), às 14h, no Tribunal de Justiça (TJ). A categoria está em greve desde a semana passada.

A partir desta terça-feira, com a decisão de assembleia da categoria, que rejeitou a determinação da Justiça, não há acordo para pagamento dos dias parados. Com a continuidade do movimento, o TRT também decidiu que o sindicato tem que garantir a presença de 70% dos funcionários em todos os locais de trabalho, sem que os serviços à população sejam prejudicados.

Na audiência, o TRT também levou em consideração que a transposição dos servidores celetistas para o Regime Próprio prevê o reajuste da maior parte da categoria com índices que variam de 5% a 30%.

Em nota a prefeitura informou que até nesta segunda-feira (27), com a adesão de cozinheiras em maior número em algumas unidades, o fornecimento de merendas aos alunos da rede municipal acabou sendo prejudicado. No geral, o atendimento à população não foi afetado, especialmente na área de Saúde.

Imagem: Lucy Tamborino

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