Serviço de saúde mental de Guarulhos recebe menção honrosa por trabalho na pandemia

Tempo de se reinventar é o que mais se tem falado neste momento de pandemia. E foi justamente isso que o Tear – serviço de saúde mental da rede de atenção psicossocial da Prefeitura de Guarulhos – fez. Suas ações para enfrentar a nova realidade diante da disseminação do coronavírus no Brasil e no mundo já renderam reconhecimento do Sesc no ano passado e, agora, recebem menção honrosa no 34º Congresso do Cosems-SP (Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo), evento que contou com mais de 490 trabalhos inscritos, dos quais dez foram homenageados com troféus, também produzidos pelo Tear.

Com a missão de promover a inclusão social pelo trabalho, cultura e convivência para pessoas em situação de sofrimento psíquico e outras vulnerabilidades sociais por meio de oficinas, o Tear viu-se obrigado a se reinventar diante dos novos desafios desde a deflagração da pandemia. Teve de mudar a forma de acolhimento dos participantes, além de adotar estratégias solidárias e de reconversão produtiva.

Para manter e fortalecer o vínculo com os assistidos adotou o teleatendimento semanal não só dos participantes, como de seus familiares, criou rodas de conversa online e implantou o ateliê criativo com o fornecimento de kits para a confecção de produtos artesanais no domicílio dos usuários, bem como deu início, logo nos primeiros meses da pandemia, à produção de máscaras caseiras, iniciativa que levou o Tear a ser selecionado para integrar o projeto Tecido Solidário do Sesc.

Confeccionou-se 3.812 máscaras que foram comercializadas, gerando uma renda de R$ 33,5 mil ao Tear. O montante foi revertido para a compra de materiais e, principalmente, para o pagamento da bolsa auxílio aos participantes. Além de receber essa ajuda, os assistidos em situação de maior vulnerabilidade também foram beneficiados com a entrega de cestas básicas em casa. Segundo a gerente do Tear, Denise Castanho Antunes, tudo foi feito pensando em garantir a manutenção dos vínculos sociais para dar continuidade à geração de renda e ao cuidado psicossocial.

“No início da interrupção das atividades no serviço fomos todos, funcionários e usuários, tomados por grande ansiedade e insegurança quanto ao futuro próximo, mas foi possível se reinventar: os vínculos foram assegurados e fortalecidos, transformando a ausência em presença, a distância física em proximidade afetiva, e as angústias e medos em solidariedade e acolhimento. Renovamos os modos de produção, de atendimento, de fortalecimento comunitário, tudo baseado na criatividade, na solidariedade e no bem comum”, explica Denise.