Roda de conversa encerra a 12ª Mostra de Teatro de Rua de Guarulhos

A 12ª Mostra de Teatro de Rua de Guarulhos teve sua programação encerrada no último domingo (20), com roda de conversa online entre os participantes das atividades, com o tema “Processos”.

A mesa de encerramento trouxe para cena a capilaridade gerada nessa edição representada por diversas cidades do Estado como a capital, Guarulhos, Ribeirão Pires, São Caetano do Sul, Sorocaba, Presidente Prudente, Jales, Catanduva, e também de Brasília (DF), Salvador (BA), Vitória (PA), Campo Grande (MS), Quixeiramobim (CE), Paripueira (AL), além de  Olinda e Cabo de Santo Agostinho (PE).

O debate teve como mediador André Bizorão, artista do Núcleo de Comunicação da Mostra, e contou com a participação de Edson Paulo (Buraco d’Oráculo), Érika Mesquita (Cia. Circo Rebote), Alexia Annes (Coletivo Pássaros & Batom Produções), Beth Massarelli (Raízes de Baobá), Amora Gasparini, (Grupo Lacarta Circo Teatro), Marcelo de Castro, (Cia Espagírica de Teatro), Lugg Alves (Cia ConsuArte), Raquel Franco (Trupe CircuLuz), Samir Jaime (Grupo Teatral Nativos Terra Rasgada) e José Ernandes (Cia Em Comma de Teatro).

Para quem não teve a oportunidade de acompanhar a programação ao longo dos vinte dias de realização do evento, o conteúdo ficará disponível de forma gratuita e online até o próximo dia 5 de janeiro, na fanpage do Movimento Cabuçu, no Facebook: facebook.com/Cabucucantareira

A mostra é um dos 131 projetos aprovados pelo Fundo Municipal de Cultura, o FunCultura, contemplado com recursos federais da Lei Aldir Blanc (14.017/2020), que prevê auxílio emergencial para o setor cultural durante o estado de calamidade pública causado pela pandemia da Covid-19. Dessa forma, os recursos recebidos para execução do projeto vão movimentar a cadeia do setor cultural e beneficiar artistas, produtores, técnicos, entre outros profissionais.

Alcance e pluralidade artística

Durante o período de sua realização, a 12ª Mostra de Teatro de Rua de Guarulhos reuniu 52 atividades de diversas linguagens, proporcionando grande pluralidade artística. Muito além de atividades ligadas às artes cênicas, o evento também abriu espaço para o cinema, a música, as artes visuais, a leitura dramática, as performances, as contações de histórias e as rodas de conversas. 

Diversos artistas enalteceram a importância da arte pública e da resistência do evento ao longo dos seus 12 anos de existência.  A realização dessa mostra, no contexto de pandemia, mesmo que em formato online, permitiu aproximação de diversos trabalhos ao público que, no conforto e segurança de seu lar, pode prestigiar a diversidade cultural presente em várias regiões.

Para Franklin Jones, artista do núcleo de produção da mostra, foi desafiador transportar um evento que tem em sua raiz a interação entre os artistas e o público para o universo virtual: “Sem dúvida, sentimos falta do calor humano, mas se não fosse nesse formato, não teríamos como realizar a mostra esse ano. Com a exibição online, pudemos ultrapassar o território de Guarulhos, recebendo público e artistas de outros recantos do país”.

Rodrigo Maia, produtor geral da mostra, avaliou positivamente o alcance da programação: “Foi um prazer estar ao lado de cada artista e do público. Transformamos as telas de computadores e aparelhos de celular no nosso espaço de rua, um modelo que estará associado à produção presencial nas próximas edições”.