Relatório sobre efeitos da pandemia na vida dos jovens é lançado em Guarulhos

O auditório do Paço Municipal recebeu na manhã desta quinta-feira (12) o evento de lançamento do 4º Relatório Analítico de Indicadores de Direitos Humanos, que tem como tema “Retratos das juventudes de Guarulhos e os efeitos da pandemia da covid-19” (disponível no link: https://bit.ly/RelatórioJuventude), que planeja dar voz a pessoas de 15 a 29 anos. A data foi escolhida por celebrar Dia Internacional da Juventude e a iniciativa é do Observatório de Direitos Humanos da Prefeitura.

“Esse tipo de documento é um norteador muito importante para que a gente possa avaliar e investir de maneira correta nas políticas públicas para a juventude. As nossas pastas, principalmente a da Juventude, irão usar os dados obtidos em todos os temas abordados, como emprego, saúde mental e estudos para desenvolver ações específicas”, afirmou o prefeito Guti.

O subsecretário da Juventude, César Sousa, comentou que, diante dos resultados apresentados nas pesquisas, a pasta já começou a implementar ações. “O relatório mostrou que 67% dos jovens apresentaram ansiedade durante a pandemia, além de insônia e uso exagerado de redes sociais. Por isso, firmamos parcerias para oferecer atendimento psicológico aos jovens que visitamos pelo programa Amigo Estou Aqui, por exemplo”.  

Entre os temas abordados pelo relatório estão saúde mental, emprego, escolaridade –  todos giram em torno dos acontecimentos desde o início da pandemia, em março de 2020. 

O documento foi confeccionado através da coleta de dados de fontes como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), além da pesquisa “Efeitos da pandemia do coronavírus na vida dos jovens de Guarulhos”, realizada pela municipalidade, que contou com a participação de 935 jovens entre 15 e 29 anos para entender suas realidades.

Pimentas foi bairro com mais respostas no questionário. Entre os entrevistados, a maioria estuda e não trabalha. Os dados mostram um crescimento de emprego durante a pandemia, já que os jovens sentiram a necessidade de auxiliar seus familiares na complementação da renda: 45% deles estavam trabalhando antes da pandemia, número que atualmente está em 47%.

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