Rede pública municipal de Guarulhos volta às aulas presenciais na próxima semana

A partir da próxima terça-feira (1º) as Escolas da Prefeitura de Guarulhos (EPGs) retomam as atividades presenciais suspensas em função das medidas de distanciamento social impostas pela pandemia de covid-19. A volta às escolas será limitada a 30% da capacidade de atendimento de cada unidade, seguindo rigorosos protocolos de higiene e segurança sanitária. O envio das crianças será facultativo.

Para esse retorno, as escolas municipais seguirão uma série de recomendações alinhadas entre as secretarias de Educação e Saúde. Entre elas, a desinfecção geral e organização dos espaços físicos, preparação do espaço da cozinha e despensa, realização de testes de conexão com a rede de internet disponibilizada em cada escola para garantir comunicação ágil e acesso às informações atualizadas.

Preocupada com a segurança dos colaboradores, a Pasta de Educação irá realizar, entre esta quarta-feira (26) e sexta-feira (28), testagem para covid-19 de todos os servidores que voltarão ao trabalho presencial nas escolas e Centros de Educação Unificados (CEUs) do município, além de disponibilizar os equipamentos necessários para a proteção individual e coletiva.

Todos os gestores escolares receberam, ainda, um extenso e detalhado guia de monitoramento para eventuais casos de covid-19 que aparecerem no ambiente escolar. O documento enfatiza que, ao se identificar um caso suspeito, devem ser tomadas providências rapidamente, evitando a disseminação da doença.

É necessário garantir que nenhum educando, professor, servidor ou funcionário sintomático ou assintomático (com testagem positiva) retorne ou frequente as aulas ou ambiente escolar antes do término do período de quarentena de 14 dias.

As famílias dos alunos estão sendo informadas que a presença na escola é opcional e que caso prefiram manter seus filhos em ensino remoto, a Prefeitura manterá a entrega mensal da cesta de alimentos.

O secretário de Educação, Paulo Matheus, falou sobre a importância do retorno consciente às aulas presenciais. “Desde o início da pandemia, amparados pela ciência e orientações da Organização Mundial de Saúde, adotamos as medidas mais eficazes para preservar a saúde dos alunos e servidores”, reforçou.

Neste momento, ressalta o secretário, existe um consenso mundial de que as crianças apresentam uma baixa taxa de transmissibilidade do coronavírus e de que o distanciamento das aulas presenciais tem causado profundo prejuízo cognitivo e atrasos de aprendizado que podem demorar até 11 anos para serem revertidos.

Na opinião de Matheus, uma das principais ferramentas para enfrentar essa nova realidade é a volta às aulas nas escolas, observadas todas as normas de segurança. “Precisamos acolher nossas crianças, que estão fragilizadas pela ausência de convívio social, muitas delas vivenciando um luto sem receber o apoio e carinho que sempre tiveram no ambiente escolar”.

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