Quase ‘quarentão’, Bandeirantes Junior presta importante papel social a jovens de Cumbica

Uma importante agremiação do futebol guarulhense completará, em 2021, 40 anos de existência. O Bandeirantes Junior trabalha com crianças e adolescentes e presta um grande serviço à comunidade do Parque Uirapuru, região de Cumbica.

Fundado em 1981, o “Tigre do Morro”, como é conhecido, desenvolve um trabalho social no CEU Ottawa que atende cerca de 180 jovens. “Temos como objetivo ajudar no desenvolvimento esportivo e social de nossas crianças e adolescentes, de maneira a contribuir na formação de homens que através do desenvolvimento do trabalho em equipe, disciplina, respeito e responsabilidade”, conta Lago Ferrer, professor e presidente da agremiação, que faz questão de lavar os coletes da molecada até hoje.

A associação foi criada por um grupo de amigos e o nome atual não foi o favorito deles na ocasião. “Era Canarinho, como a Seleção Brasileira”, explica Lago. O escudo, ele se orgulha em dizer, foi escolhido por meio de uma votação entre os membros, todos desenhados pelos próprios colegas.  O emblema deu origem ao primeiro uniforme – comprado no Calçadão da Dom Pedro, no Centro, com o lucro nas funções de engraxate de sapatos e vendedor de sorvetes.

Segundo Ferrer, até hoje os membros antigos se encontram nos aniversários do Bandeirantes para o festejo da fundação. Porém, até hoje, grupos como o “Bonde Doido” mantêm acesa a tradição do time.

Para o início da celebração das quatro décadas, Lago planeja manter os trabalhos sociais desenvolvidos na região de Cumbica e realizar mudanças – em diálogo com os diretores – para tornar o Bandeirantes ainda mais atrativo aos simpatizantes. No próximo dia 17, os veteranos farão um amistoso às 7h, diante do Atlético Guarulhense, no Campo da Fig. Será o primeiro dos eventos em comemoração aos quarenta anos de Bandeirantes. O presidente, porém, tem preocupações mais bonitas do que a data comemorativa. “Queremos ser mais do que já somos em prol do futebol de Guarulhos e de nossa comunidade”, finaliza Ferrer.