Profissionais do Guarulhense relatam importância do auxiliar-técnico no cotidiano de uma equipe

Lucas Canosa

“É poder ajudar o técnico a arrumar a casa”. A definição de Vilson Ribeiro, auxiliar-técnico de seu irmão, Valtinho Ribeiro, no time de Cinquentão do Guarulhense, resume de forma simples e objetiva o trabalho de um profissional que, nem sempre é valorizado, mas de fundamental importância para o cotidiano da equipe.
“Eu me sinto alegre orgulhoso em fazer parte do Galo e, sobretudo, em ajudar a trazer vitórias para o time”, complementa Ribeiro.
O auxiliar-técnico no Galo é visto pela coordenação como o braço direito do comandante e, também, como o elo entre o treinador e outros pilares do esporte, como atletas, pais e diretoria. “Eles não são tão mencionados e, muitas vezes, aparecem de forma discreta. Porém, o papel é fundamental para o andamento do grupo. A gente valoriza tanto os auxiliares que, profissionais como Feijão, Luciano, Neno e a Carla ganharam espaço e hoje são comandam categorias no clube”, afirma Carlos Alberto Fernandes, presidente do Guarulhense.

Trabalho de anos

“Cheguei após um convite do meu tio, atual treinador das categorias sub-16 e sub-18, para ajudá-lo em quadra e ganhar experiência”, diz Carlos Santana, auxiliar de Tony Santana em dois times de futsal do Guarulhense. A parceria familiar foi iniciada em 2018 e é fruto de muito sucesso.
A dupla foi vice-campeã estadual e nunca foi eliminada em uma primeira fase de disputa nas competições da Federação Paulista. Carlinhos, como é conhecido, relata seu trabalho de apoio ao tio em meio às partidas. “O treinador pode deixar de fazer ou esquecer algo durante o jogo. Aí entra o auxiliar”, explica.
“Estar no Guarulhense, na companhia de pessoas com muita experiência e que me ajudam, vai somando para o meu aprendizado”, conclui Carlinhos.

Goleiros bem treinados

Ivan, Marcelo e Poá. Três profissionais que não comandam categorias no Guarulhense, mas com uma função tão determinante quanto o trabalho desempenhado pelo treinador: preparar os goleiros. São eles que treinam e instruem os arqueiros durante os treinamentos para as partidas aos finais de semana.
“O preparador de goleiros é ainda mais importante nas categorias de base, pois são nessas categorias que estão as maiores chances de formarmos um grande goleiro”, enfatiza Ivan Vieira, que prepara os goleiros dos times iniciantes, que abrangem as categorias sub-7, sub-8, sub-9 e sub-10.
Vieira é estudante de educação física – especializado no treinamento de arqueiros – e ingressou no Galo em 2018, após convite do professor Márcio Toni. Ele preparou goleiros campeões de Liga Paulista e vice-campeões estaduais. “Sou Guarulhense de nascimento e fazer parte desse clube me deixa muito feliz e orgulhoso. Além disso, tenho a grande responsabilidade de representar o maior clube da cidade”, completa.
Em 2018, além de Ivan, Carlinhos e Vilson, Marcelo Alves levou a prima para fazer uma avaliação no Guarulhense. Amante do esporte, ele se apaixonou pelo projeto. “Acompanhava os treinos do Érico da arquibancada e me ofereci, durante as férias da minha empresa, para ajudar na preparação das goleiras. Felizmente, com a preparação, elas evoluíram e exportamos atletas para equipes de todo o estado”, conta Alves.
Em 2020, Marcelo foi treinador do sub-17 feminino na Liga Paulista e conquistou o vice-campeonato da competição. “Eu aprendi a amar aquilo que eu faço, e essa foi a minha principal conquista”, acrescenta.
Diferente dos profissionais anteriores, Poá é novato no Guarulhense. Preparador de goleiros da Escola Guarulhense e das categorias sub-12 e sub-14 dos times de alto rendimento, ele chegou ao clube neste ano e demonstra empolgação com o projeto. “Estava a procura de um novo desafio, de um lugar que pudesse colocar em prática meu conhecimento e aprender ainda mais. Então, achei o Guarulhense e, de cara, gostei do trabalho realizado e da estrutura”, argumenta Poá.
“Me sinto feliz de coração pela oportunidade que o clube deu e, sobretudo, grato em fazer parte da família Guarulhense”, encerra o profissional.