Professores serão segundo grupo em São Paulo para vacinação

SP - CORONAVÍRUS/DORIA/POSITIVO/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 21 de julho de 2020 do governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista, sobre a realização da fase clínica de testes da vacina Coronavac contra o novo coronavírus. Doria testou positivo para a covid-19. 21/07/2020 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Após os profissionais da área de saúde, o segundo grupo prioritário para vacinação contra o novo coronavírus (covid-19) serão os professores, anunciou hoje (5) o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

“O que nós temos como rito já definido é a vacinação primeiro dos profissionais da área da saúde, uma vez que eles estão muito dentro dos ambientes nos quais a circulação do vírus é extremamente elevada”, disse Gorinchteyn. “A partir de então, entendemos que educadores devem ser o segundo grupo a ser vacinado”, acrescentou. O terceiro grupo com prioridade de vacinação deverá ser as pessoas com doenças crônicas, disse o secretário.

“Precisamos ter o maior número possível de doses para vacinar, com rapidez, o maior número de pessoas”, disse Gorinchteyn.

Ainda não há uma vacina aprovada contra o novo coronavírus. Mas já há vacinas na fase mais avançada de testes em humanos, a chamada fase 3. Caso essas vacinas sejam aprovadas na fase 3 e recebam aprovação, a vacinação poderá então ser iniciada.

O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a vacina CoronaVac. Por meio desse acordo, o governo vai receber 46 milhões de doses da vacina até dezembro. O acordo também prevê transferência de tecnologia para o Butantan. 

A CoronaVac já está na fase 3 de testes com voluntários brasileiros desde julho deste ano. Na fase 3 é avaliada a eficácia da vacina, ou seja, se ela protege contra o vírus. Caso os testes comprovem a eficácia, a CoronaVac ainda vai precisar da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ter início a vacinação. 

O governo paulista prevê que o início da vacinação possa ocorrer a partir de 15 de dezembro.