Primeiras 120 mil doses da Coronavac chegam em 20 de novembro, afirma Doria

SP - CORONAVÍRUS/DORIA/POSITIVO/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 21 de julho de 2020 do governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva realizada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista, sobre a realização da fase clínica de testes da vacina Coronavac contra o novo coronavírus. Doria testou positivo para a covid-19. 21/07/2020 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

O governador João Doria (PSDB) anunciou que São Paulo vai receber no dia 20 de novembro as primeiras 120 mil doses da Coronavac, a vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. No Estado, a fábrica para produzir o imunizante só deve ficar pronta em setembro de 2021.

Segundo Doria, as primeiras vacinas vão ser importadas por lotes e a expectativa é de que 6 milhões de doses cheguem ao Brasil até dezembro. O Estado também vai receber insumos para produzir mais 40 milhões de doses da Coronavac, de acordo com o governador.

“A Anvisa já havia confirmado e agora as autoridades sanitárias da China também deram autorização para importação dos lotes. As primeiras 120 mil doses chegam ao Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia 20 de novembro”, afirmou Doria.

O governador lembrou, no entanto, que o início da vacinação depende do aval da Anvisa. “A vacina só será levada a público após autorização final.” Nesta segunda-feira, 9, Doria anunciou as obras da fábrica da Coronavac, no Instituto Butantã, que teria começado na semana passada. O projeto está em fase de captação de recurso e a previsão é que a construção dure dez meses, segundo o governador.

“Esta nova fábrica terá 10 mil m² e capacidade de produzir 100 milhões de doses da vacina contra covid por ano”, disse. “Será a primeira fábrica da América Latina.” Segundo a gestão, a implantação da fábrica será paga por 24 empresas do setor privado, sem contrapartidas.

Presidente do Butantan, Dimas Covas afirmou que inicialmente o equipamento terá foco contra a covid-19, mas depois produzirá outros imunizantes. “A fábrica produzirá a vacina desde o momento zero até o final, de entregar ao consumidor”, afirmou.

Butantan anuncia início da obra de fábrica que produzirá Coronavac

O Instituto Butantan anuncia nesta segunda-feira, 9, o início das obras de reforma da fábrica que será responsável pela produção da Coronavac, vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com a instituição paulista. O anúncio será feito pelo governador João Doria no próprio instituto. A obra tem conclusão prevista para o final de 2021. Quando estiver pronta, a estrutura será capaz de produzir até 100 milhões de doses da vacina por ano.

A produção 100% local, portanto, só será possível a partir de 2022 e depende ainda do processo de transferência de tecnologia da Sinovac para o Butantan. Até lá, o instituto receberá doses prontas da China ou matéria-prima para que a produção seja apenas finalizada no Brasil.

Segundo Dimas Covas, diretor do Butantan, a fase da produção que será feita no Brasil engloba a formulação do produto, envase e rotulagem. Como o Butantan é produtor de outras vacinas, essas etapas podem ser feitas em outras fábricas do instituto já em funcionamento. “Nós temos duas linhas de produção de formulação e envase com capacidade para 1 milhão de doses por dia”, disse ele ao Estadão.

Passará por esse processo a matéria-prima que o Butantan deverá receber da China nas próximas semanas para a produção de 40 milhões de doses. Outros 6 milhões de doses chegarão já prontas do país asiático.

Covas explica que o processo completo de produção da vacina não é tão simples quanto a fase final. Ele envolve cultivo do vírus em células e posterior inativação do patógeno para ser usado no produto (a presença do vírus na vacina, ainda que morto, é o que leva ao desenvolvimento de anticorpos). “O ciclo completo de produção leva cinco meses”, explica.

O Butantan recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar os produtos e insumos em outubro e agora aguarda trâmites das autoridades chinesas para que a encomenda seja enviada.

A produção em massa da Coronavac e vacinação da população, porém, ainda dependem do resultado final dos estudos clínicos do imunizante. O produto está na fase 3 de testes, na qual será verificado se ela tem, de fato, eficácia para proteger contra a doença. Os resultados são previstos pelo governo para o fim deste ano.

O governo de São Paulo já afirmou que a reforma da fábrica do Butantan custará cerca de R$ 160 milhões. A maior parte dos recursos virá de doações privadas. Embora em um primeiro momento ela deva ser dedicada totalmente para a produção da Coronavac, ela poderá ser usada para a produção de outros imunizantes também.