Prefeitura lança campanha de conscientização contra o preconceito racial no serviço público

O auditório da Secretaria de Educação reuniu na manhã desta terça-feira (17) diversas autoridades para a cerimônia de abertura da campanha “Aqui o racismo não vira”, que levará para dentro dos órgãos públicos municipais a discussão sobre o combate à discriminação racial por meio de palestras.
Neste primeiro momento, todas as subsecretarias da Pasta de Direitos Humanos receberão as discussões e, até novembro, as apresentações serão levadas para Saúde, Assistência Social e Defesa Civil, entre outras. O projeto é uma iniciativa da Subsecretaria de Igualdade Racial (SIR).
“É muito importante que os nossos servidores, sejam concursados ou comissionados, estudem o racismo e entendam a raiz do problema para que possam combater esse mal em suas vidas e em seus ambientes de trabalho. Qualquer tipo de intolerância é uma mazela enorme para a sociedade e ainda mais no serviço público, onde esse tipo de preconceito pode refletir no atendimento à população. Sendo assim, esse trabalho será de extrema importância e deverá atingir cada vez mais pastas municipais”, afirmou o prefeito Guti.
O subsecretário Anderson Guimarães, titular da SIR, destacou a participação dos representantes de todas as secretarias e até mesmo da Câmara Municipal no evento. “Esta é a prova evidente de que as discussões raciais são prioridades nesta gestão. A falta de igualdade de oportunidades cria grupos vulneráveis, que estão sujeitos às diversas formas de violência. Discutir as questões raciais é incluir esses grupos na construção caminhos que de fato resolvam as desigualdades”, disse.


Discussão abre questionamentos importantes para o bom atendimento ao público

 Após a abertura do evento, Anderson Guimarães deu início às explanações sobre o tema e trouxe questionamentos importantes, que fizeram todos os presentes refletirem sobre o quanto informado estão sobre o tema. “Quantos de vocês aqui sabiam que a hipertensão e o diabetes são doenças que acometem especialmente a população negra? Então, este é um dado que a Secretaria da Saúde precisa ter quando promove políticas públicas de prevenção a essas doenças. Esse é um dos objetivos do programa. Sabemos que as pastas, assim como nós, têm os dados, mas precisamos trabalhar em conjunto para que essas políticas públicas sejam aplicadas de forma correta”, afirmou.

A apresentação mostrou a importância do quesito raça/cor na coleta de dados dos atendimentos de saúde, assistência social, defesa civil, segurança, entre outros, para que o município seja capaz de criar dados sobre suas populações e quais problemas mais as afetam.

Além disso, Guimarães apresentou os principais projetos da SIR, que articula e executa políticas públicas para a promoção dos direitos das populações negra, indígena, migrante e refugiada e outros grupos discriminados.

Entre os projetos, foram destacados a formação nos temas étnico-racial e migração, atenção às minorias, valorização histórico-cultural da população negra, povos e comunidades tradicionais e migrantes e a análise e implementação das leis e indicadores étnico-raciais e migratórios.

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