Prefeitura e Gerir chegam a acordo e HMU permanece aberto

Pedro Lacerda

Em reunião realizada entre a secretária da Saúde, Ana Cristina Kantzos, e diretores do Instituto Gerir, ontem, ficou acertada a prorrogação do convênio entre as partes para administração do Hospital Municipal de Urgência (HMU), Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA) e PA Paraventi – este último voltará para a administração municipal daqui a 30 dias.

Com o acordo firmado, a situação do pagamento dos salários dos médicos do HMU deve ser solucionada até sexta-feira (03). Os atendimentos de urgência e emergência seguem em funcionamento, sem qualquer suspensão.

Mesmo antes do término da reunião, a Secretaria de Saúde já havia montado um plano de contingência garantindo os atendimentos na unidade hospitalar, desmentindo notícias falsas sobre o possível fechamento do HMU, até porque o convênio junto ao instituto está em dia. Somente neste ano de 2018 foram repassados ao Gerir pela administração do HMU R$ 30,2 milhões, conforme previsto em contrato.

No entanto, o Instituto alega que o valor pactuado no contrato já não é mais suficiente para manter as operações do hospital, uma vez que houve um aumento significativo nos atendimentos, não previstos pelo próprio instituto.

Centrais sindicais protestam contra a situação do hospital

Centenas de manifestantes participaram ontem de ato em defesa da Saúde de Guarulhos. Com o apelo “A saúde de Guarulhos pede socorro”, a mobilização denunciou a terceirização, o sucateamento de hospitais e a falta de insumos e remédios.

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Municipal de Guarulhos (Stap), Rogério de Oliveira, que também preside o Conselho Municipal de Saúde, afirma que esse foi o primeiro de grandes atos que as entidades pretendem fazer. “O sistema de saúde está jogado na vala, mas desse jeito não pode ficar”, diz.

O protesto, organizado pelo Conselho Municipal de Saúde, Fórum Popular de Saúde e Fórum Leito é Direito, teve o apoio de Sindicatos de várias categorias ligados à UGT, CUT, Força Sindical, CSB e Nova Central. “Exigimos melhorias. Não dá pra se calar ante a atrocidade que o Instituto Gerir está fazendo, principalmente no HMU. Nossa luta é justa e vai continuar”, disse José Barros da Silva Neto, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.

Após o protesto na Praça Getúlio Vargas, os manifestantes caminharam até a Secretaria de Fazenda.

Imagem:Fábio Nunes Teixeira