Penitenciária I José Parada Neto de Guarulhos recebe apresentação do grupo Coração Profundo


Reclusos da Penitenciária I “José Parada Neto” de Guarulhos assistiram apresentações artísticas do grupo norte-americano Coração Profundo. O show aconteceu no último dia 15 de junho, no estabelecimento penal pertencente à Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Metropolitana de São Paulo, da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Aproximadamente 150 presos participaram das atrações.

Com mensagens inspiradoras e motivacionais, a família norte-americana Woroniecki voltou aos presídios de São Paulo após pausa em razão da pandemia de Covid-19. Os truques de mágica, apresentações de dança, teatro, música e de artes marciais são realizadas de forma voluntária pelos seis irmãos e seus pais, que já estiveram em mais de 55 países.

Para o recluso D.F, de 32 anos, a filosofia pregada pela família é boa, pois falam sobre fé, apesar de não serem vinculados a uma instituição religiosa. “Eles utilizam vários elementos da arte, formas de expressão que muitas vezes acabamos perdendo aqui dentro. É uma maneira de resgatarmos essa sensibilidade para a nossa realidade. A apresentação é mais sentimento do que palavras, precisa sentir, vivenciar a experiência”, comentou ele ao final do show.

Esperança

A interação com o público também é parte importante das performances. Os reclusos são chamados ao centro do espetáculo para participarem com a família como mágicos, atores e capoeiristas em atividades que mesclam o lúdico com mensagens encorajadoras.

Usando a imagem de uma máquina do tempo, Ruth Woroniecki mostra a história de uma pessoa que está presa e sempre quis ser livre, pedindo então para avançar o tempo em 15 anos, quando já estaria fora da prisão. Na metáfora usada o homem consegue a liberdade que sempre sonhou, porém, seu interior segue preso ao passado. Com a ajuda da máquina do tempo, ele volta para o período em que estava preso, na intenção de aproveitar as oportunidades oferecidas e fazer algo diferente para sua vida.

O grupo conta experiências pessoais para mostrar aos reeducandos como todas as pessoas são iguais, independente da roupa que usam ou de onde que estão. Além disso, reforçam a importância de se vivenciar o presente, buscando sempre a mudança interior, independente do lugar em que você está.

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