Pagamento do 13º salário deve injetar mais de R$ 1 bilhão em Guarulhos

Até o final de dezembro de 2020, devem ser injetados na economia de Guarulhos cerca de R$ 1,034 bilhão em razão do pagamento do 13º salário. O valor apresentou uma ligeira queda em relação ao ano passado quando a estimativa apontava R$ 1.054 com o pagamento do benefício.

O montante inclui todos os trabalhadores do mercado formal, exclusive os empregados domésticos, e beneficiários da Previdência Social. O mercado formal de trabalho no município conta com aproximadamente 329.997 mil trabalhadores. A estimativa é da Subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.

O estudo da Subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região baseia-se nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos da Secretaria do Trabalho, ligado ao Ministério da Economia. No caso da Rais, a Subseção considerou todos os assalariados com carteira assinada, ocupados no mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2019. Já o Caged foi considerado o saldo da movimentação entre os meses de janeiro e setembro de 2020.

Para os assalariados do emprego formal, o rendimento foi atualizado pela variação média do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de janeiro a setembro de 2020 com relação ao mesmo período de 2019.

O cálculo não considera os autônomos e assalariados sem carteira que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que essa informação é difícil de ser mensurada. Também não é levado em consideração, por este estudo, o adiantamento da primeira parcela do 13º salário ao longo do ano, concedido por muitas empresas quando os funcionários tiram férias ou por definição, por exemplo, do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Assim, considerou-se como se todas as pessoas tivessem o direito a receber o 13º integralmente, ou seja, tivessem no mínimo um ano no mesmo emprego. Dessa forma, os dados apresentados constituem uma projeção do montante que entra na economia ao longo do ano e não necessariamente nos dois últimos meses.

Dos cerca de 329.997 mil trabalhadores que devem ser beneficiados pelo pagamento do 13º salário, 92.656 mil, ou 28,1% do total, referem-se a trabalhadores no emprego formal no setor da Indústria; 157.062 mil ou 47,6% são do setor de Serviços; 72.909 mil ou 22,1% no setor do Comércio; 7 mil ou 2,1% ligados a Construção Civil e 306 ou 0,1% na Agropecuária.

No que diz respeito ao montante a ser pago a título de 13º, observa-se a seguinte distribuição: R$ 340 milhões ou 32,9% do total, referem-se a trabalhadores no emprego formal na Indústria; R$ 509,1 milhões, ou 49,2% do total, no setor de Serviços; R$ 169,7 milhões, ou 16,4% do total, no Comércio; R$ 15 milhões, ou 1,5% do total, na Construção Civil e 457 mil para Agropecuária.