Número de brasileiros residentes nos Estados Unidos cresce 13% em seis anos

Blank passport with US dollars on wood table over Travel Aviation Insurance application form
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Da Redação

Mudar para os Estados Unidos é um sonho para muitos brasileiros. Com a economia brasileira instável, há fortes motivos para focar no país norte-americano como excelente opção para encontrar solidez, segurança financeira e social. Nesse sentido, profissionais em cargos chaves de empresas multinacionais tem se transferido, empreendedores iniciando novos negócios e famílias que buscam investir em aprimoramento pessoal e profissional também são alguns exemplos.

De acordo com um levantamento do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) entre 2007 e 2015 o número de brasileiros residentes nos Estados Unidos aumentou 13%, crescendo de 1.240.000 para 1.410.000 imigrantes.Já o Instituto DataFolha divulgou que seis a cada dez jovens entre 25 e 34 anos pensam e planejam em sair do Brasil.

Para auxiliar os interessados em colocar prática esse planejamento, sobretudo na fase para escolher onde morar ou investir, segundo Pablo Farias, que é especialista no mercado imobiliário americano e atua como corretor de imóveis na Flórida há mais de dez anos, o primeiro passo para essa mudança é contar com uma assessoria qualificada. “É importante que o profissional conheça bem o local onde seu cliente pretende residir ou investir,assim como entender suas reais necessidades”, enfatiza.

Além disso, Pablo ressalta as duas possibilidades para tal transição. “Existem duas maneiras mais comuns de viver nos Estados Unidos.A primeira é residir temporariamente com algum visto de não imigrante, por exemplo, como o visto de estudante. Já a segunda alternativa, se refere à mudança para aqueles que conquistam a residência permanente. Nos dois cenários,é exigido um prévio planejamento familiar, o que envolve principalmente a contratação de um advogado de imigração devidamente licenciado no país e habilitado para auxiliar sobre o visto mais apropriado para cada caso”,aponta.

Pensando no investimento, o corretor afirma que fatores como a qualidade das escolas que atendem cada região por exemplo, influenciam diretamente o valor das propriedades, uma vez que as escolas são classificadas e determinadas observando a localização pelo zip code, código correspondente ao CEP no Brasil. “Isso é muito importante, uma vez que muitos desses planejamentos são feitos por famílias. No caso de pessoas que optam pelo visto temporário de estudante, por exemplo, cabe ressaltar que os filhos atualmente têm autorização para estudar. De igual modo, residentes permanentes tem autorização para que os filhos possam frequentar as escolas”.

Brasileiros podem investir na compra de imóvel financiado na Flórida, independente do visto que possuem, se desejam residir permanentemente,temporariamente ou apenas visitar a turismo. Contudo, é necessário apresentar registros pessoais que comprovem a origem dos recursos utilizados. Seja para pagamento no valor da entrada ou pagamento integral em caso de compra à vista.Adicionalmente, a soma do valor da parcela a ser assumida em caso de financiamento,e o valor de despesas existentes pelo comprador no Brasil, via de regra devem ser inferiores a 30% da renda total, devidamente comprovada. “A grande parte dos brasileiros que se mudam para os Estados unidos atualmente, buscam casas em terrenos separados que iniciam na faixa de US$300 mil. Além de optarem por morar na Central Florida, no que chamamos de grande Orlando que ao mesmo oferece certa proximidade ao mar, mas sentimento de estarem seguros em relação a grandes desastres com furacão, por fim desfrutando de um clima muito parecido com a maior parte dos Estados brasileiros”, finaliza o especialista. Cabe ressaltar que comprar uma casa nos Estados Unidos é uma decisão de investimento, não tendo qualquer relação com processos de imigração e por este motivo, não ajuda e muito menos atrapalha a esse respeito.

Imagem: Freepik

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