Museu da Imigração realiza programação híbrida no mês de dezembro

A programação da primeira quinzena de dezembro do Museu da Imigração – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo –, envolverá tanto o ambiente digital, com 25ª Festa do Imigrante Online, curso sobre racismo estrutural e lives de acessibilidade e diferentes redes de imigração, quanto presencial, com inauguração de exposição temporária sobre histórias de migrantes italianos.

Iniciada em 30 de novembro, a 25ª Festa do Imigrante Online acontecerá até o dia 06 (domingo), por meio de um extenso cronograma de atrações na plataforma #CulturaEmCasa. Com apoio da Associação Paulista Amigos da Arte, o evento conta com lives de apresentações artísticas e oficinas gravadas de artesanato, dança e gastronomia. Durante a semana da celebração, a página disponibiliza, ainda, indicações e contatos de comunidades participantes para a aquisição de artesanatos e realização de pedidos de pratos típicos por delivery.

O curso “A Hospedaria de Imigrantes e os tijolos do racismo estrutural no Brasil”, lançado mês passado, continuará em dezembro com as aulas “Construção de um país mestiço” e “Mito da democracia racial”, respectivamente, nos dias 02 e 09 (quartas-feiras), com mediação de integrantes do grupo de trabalho interno “Histórias invisibilizadas” e presença de especialistas. Já no dia 10 (quinta-feira), uma roda de conversa, finalizando essa programação que compõe a campanha #SonharoMundo, abordará o racismo no Brasil no âmbito das migrações contemporâneas, também com participação de convidados. Os encontros acontecerão em transmissões ao vivo no canal do MI no YouTube, sempre às 18h.

Marcada para março e adiada em virtude do fechamento da instituição como medida preventiva contra a COVID-19, a exposição temporária “Nonni di São Paulo” será inaugurada no dia 05 (sábado), reunindo 50 depoimentos de migrantes italianos. Realizadas por Oliviero Pluviano, jornalista italiano radicado no Brasil, as entrevistas têm o objetivo de registrar histórias de vida e compor um mosaico dessa imigração para as terras brasileiras, formando um painel da integração entre o país europeu e São Paulo.

Como parte dos personagens cuidadosamente selecionados para a mostra no Museu, sendo alguns retratados pela primeira vez em público, os visitantes conhecerão trajetórias de empresários a artistas e terão acesso a relatos envolvendo gastronomia, arte e uma ênfase especial à cidade de Pedrinhas Paulista – que apresenta muitas características arquitetônicas italianas –, entre outros aspectos. A curadoria é realizada com apoio do ProAC e do Consulado Geral da Itália em São Paulo.

Já integrando o Festival Sem Barreiras, a live “Acessibilidade no Museu” será promovida no dia 07 (segunda-feira), às 17h30, também no YouTube, com interpretação de Libras e audiodescrição. Para comentar o desenvolvimento de ferramentas para públicos com deficiência visual e auditiva, a coordenadora técnica Mariana Martins receberá a especialista em acessibilidade cultural, Marina Baffini, e a supervisora de projetos de acessibilidade e inclusão, Roseli Garcia, ambas da empresa INCLUA-ME Arte & Cultura para Todos.

Por fim, no dia 14 (segunda-feira), em mais uma live no Instagram entre Museu do Café e Museu da Imigração, os pesquisadores Bruno Bortoloto e Henrique Trindade discutirão diferentes redes de imigração de pessoas que se instalaram em atividades como a exportação do café, serviços portuários e o comércio em geral, às 17h. Isso porque, por mais que a imigração de trabalhadores para o setor cafeeiro, na virada do século 20, tenha ficado marcada pela subvenção ativa do governo brasileiro e cafeicultores do Estado de São Paulo, diversos outros processos de deslocamentos de europeus, acontecidos desde – pelo menos – o início do século 19, redefiniram a paisagem urbana das cidades de Santos e São Paulo.