Moradores atingidos pelo incêndio tentam recomeçar com ajuda da prefeitura

Lucy Tamborino

Diversas pessoas atingidas pelo incêndio que aconteceu na última quinta-feira (12), na Vila Barros, têm se reunido na comunidade para retirar sucata, como ferro, para revender. “Nós vamos comprar roupas para as crianças com o dinheiro, o restante a gente vai tentar manter as famílias que não tem onde ficar. Estamos vendo ainda o que fazer”, contou Silas Alexandre Alves, 29. 

Ele é um dos moradores que mesmo sem ter onde morar ou como reconquistar os objetos perdidos está no mutirão. “Muitas famílias nem estão aqui, ficaram transtornadas e não sabemos onde estão. Eu estou tentando ser forte para dar forças para outras pessoas. A gente precisa ser forte para reconstruir”, disse. Alves morava em uma casa na comunidade com a mulher e mais seus três filhos de um, seis e 10 anos, agora eles estão dormindo na residência de uma vizinha.

O incêndio também alterou a vida de Meiriele Cardoso de Araujo, 28, que vivia na comunidade com o marido e agora dorme na casa da mãe dela. “A gente pretende reconstruir a vida com a ajuda de amigos. É difícil, mesmo se quiséssemos sair daqui antes, não conseguiríamos pagar aluguel”, lamentou.  

Para lidar com essa tragédia, onde cerca de 80 famílias tiveram suas casas consumidas pelo o fogo, a ONG Instituto de Cidadania Ipanema, tem atuado recebendo doações de roupas, alimentos e itens de higiene pessoal. Zilo Alves, presidente da organização, conta que as pessoas têm se solidarizado, mas que ainda são necessárias doações. “Já recebemos pelo menos 200 pessoas para entregar doações”, contou. “Mas ainda precisamos bastante de material de higiene, como fralda, sabonete, pasta, além de alimentos”, disse. Para entrar em contato com a ONG há dois telefones 2214-2882 e 94712-9533, o local ficará aberto durante o final de semana.

Força-tarefa da prefeitura

Até o fechamento desta reportagem, a prefeitura tinha cadastrado cerca de 70 famílias que tiveram suas moradias afetadas pelo fogo, o que representa cerca de 200 pessoas. O Fundo Social de Solidariedade e a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) distribuíram doações. Foram 2.050 peças de roupas, 75 pares de calçados, 576 litros de água, além de colchões, cobertores, alimentos secos, marmitex, fraldas, água e kits de higiene pessoal. 

A UBS Vila Barros realizou atendimento psicológico e com assistente social na ONG. Durante a sexta-feira (13), uma enfermeira, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde permanecerão no local para cadastrar as famílias, ajudar na organização das doações, bem como prestar assistência. Além disso, os profissionais realizaram visitas domiciliares a pacientes acamados para avaliação do estado de saúde por conta da inalação de fumaça.