Ministério da Saúde confirma terceiro caso do novo coronavírus no país

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Da Redação

A Secretaria de Estado da Saúde registrou ontem um novo caso confirmado do novo coronavírus (COVID-19). Até o momento não há mudança na situação estadual, pois não existe evidência de circulação sustentada do vírus no território paulista.

O caso confirmado foi atendido e diagnosticado pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), que já integra a rede de diagnósticos definida pelo Ministério da Saúde. Tem 46 anos de idade e histórico de viagem para a Itália, Áustria, Alemanha e Espanha. Desembarcou no Brasil no dia 1º de março, procurou atendimento médico com sintomas de tosse, coriza e desconforto na garganta e teve a confirmação para COVID-19. As duas primeiras confirmações também foram diagnosticadas no HIAE. Todos estão bem, em isolamento domiciliar, e tiveram histórico de viagem para a Europa.

Também será realizada a contraprova de um possível caso, que fez o exame em laboratório privado. A amostra ainda será analisada pelo Instituto Adolfo Lutz, conforme protocolo do Ministério da Saúde. Está em isolamento domiciliar.

Hoje, SP registra 135 casos suspeitos e outros 131 descartados por meio de análise laboratorial.

O primeiro caso do novo coronavírus em um morador do Brasil foi identificado no dia 26 de fevereiro. Esse paciente esteve na Itália, a trabalho. Quando começou a apresentar sintomas, como tosse, coriza e febre, procurou o Hospital Israelita Albert Einstein, que confirmou a suspeita.

O segundo caso, também confirmado em São Paulo, foi de um paciente de 32 anos. Ele foi atendido no mesmo hospital, no dia 28 de fevereiro. Ele chegou em São Paulo um dia antes, em um voo procedente de Milão (Itália), quando também iniciou os sintomas. Durante o voo, usou máscara. No atendimento, foram relatados febre, tosse, dor de garganta, dor muscular e dor de cabeça. Ambos ficaram em isolamento domiciliar.

Contraprova de adolescente em SP não preenche definição para coronavírus

O Ministério da Saúde informou hoje que a contraprova do exame feito em adolescente de São Paulo deu resultado positivo, mas não preenche a definição de caso para o Covid-19, o novo coronavírus. Segundo a nota divulgada, a situação é “atípica” e, “sem qualificar novo caso, o Brasil permanece com 3 confirmados e 531 suspeitos” do coronavírus. Outros 315 casos já foram descartados por exame laboratorial.

O ministério diz que estuda, em conjunto com as secretarias estadual e municipal de Saúde de São Paulo, uma infecção assintomática por Covid-19 na adolescente de 13 anos, que retornou da Itália no último domingo, dia 1º. “Segundo critérios técnicos, embora tenha confirmado a presença do vírus, um portador assintomático não cumpre a definição de caso, o que incluiria febre associada a mais um sintoma respiratório. Portanto, esse não será somado aos casos confirmados do novo coronavírus”, diz a nota.

A pasta informa ainda que outras análises estão sendo realizadas para mostrar a carga viral e potencial de transmissão. Além disso, será avaliada a supressão de sintomas por uso de medicamentos, já que a adolescente foi atendida em hospital na Itália após uma lesão de ligamento. Também será analisado o histórico dos familiares que a acompanharam na viagem. Apesar da notificação não cumprir as definições para vigilância em saúde, a adolescente e seus contatos serão monitorados.

A paciente foi atendida no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, na terça-feira, 3, onde foi coletada amostra para exame encaminhado ao Laboratório Fleury. Com o resultado positivo, a contraprova foi realizada pelo Instituto Adolfo Lutz

“Em saúde pública, critérios de definição de casos suspeito e confirmado não podem, nem devem, ser confundidos com critérios de inclusão que se utiliza em projetos de pesquisa”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira.

“Critérios de definição são utilizados para uniformizar as ações de vigilância, utilizar adequadamente os recursos laboratoriais, obter informações que colaborem, por exemplo, com a estruturação da rede de assistência e com adoção de medidas de prevenção e controle exequíveis”, completa.

Imagem: Allan Carvalho/Estadão

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