Investigação na Secel vai de contratos irregulares até furto de material, diz CGM

Rômulo Magalhães

A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu dez sindicâncias para apurar denúncias que envolvem a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Entre os procedimentos que estão sendo apurados há contratos irregulares, problemas de finalização de obras, superfaturamento e até furto de material.

As informações foram passadas à Folha Metropolitana pelo controlador-geral do município Edmilson Bruno, em entrevista exclusiva realizada na última sexta-feira, 23.

A Secel é a segunda secretaria com mais sindicâncias abertas. Ao todo são 10 instaurações e ainda há 12 processos em análise. A primeira é a Secretaria de Saúde, com 38 instaurações. Questionado se denúncias contra a Secel envolviam o período que Alexandre Zeitune (REDE) era o secretário, Edmílson Bruno disse que são a atual e a antiga gestão.

No entanto, o grande número de sindicâncias abertas é por causa do vice-prefeito, que logo após deixar a Pasta, protocolou ofício na controladoria exigindo que todos os contratos da Educação fossem auditados.

“Isso leva muito tempo. Estamos dando prioridade. Já está em nove volumes de auditoria. Desses nove, já tiramos dez e vamos tirar mais 12 sindicâncias. Isso vem lá de trás. Tem coisas que está na gestão dele e de antes. Existe problema de contrato, existe problema de finalização da obra, existe problema de furto de material, de superfaturamento de material. Tudo isso estamos apurando”, declarou.

A Folha Metropolitana solicitou a prefeitura o teor de todas as sindicâncias abertas na Secel, mas o governo informou que não seria possível. “As sindicâncias citadas em nota oficial da Prefeitura do dia 22 estão em andamento, não sendo possível revelar o teor de cada uma neste momento, já que qualquer informação nesse sentido atrapalharia o curso das investigações”, diz nota.

Controlador avalia primeiros 10 meses como “muito produtivo”

Edmilson Bruno avaliou os primeiros 10 meses da controladoria como “muito produtivo”. “Já conseguimos cortar vários contratos. A gente evitou que alguns contratos tivessem aditivos para aumentar o valor. A gente conseguiu coibir. Conseguimos instaurar várias sindicâncias que eu acredito que se fosse da forma antiga, não tivesse acontecido”, disse.

Atualmente, há 79 procedimentos instaurados. Os procedimentos são sindicâncias, investigações e processos administrativos.

“Temos aqui atualmente muitos vícios nas secretarias de procedimentos que eram feitos de maneira errada. Acho até que Guarulhos tem muita sorte de não ter acontecido mal maior. Tinha muita coisa errada aqui”, revelou.

Foto: Rômulo Magalhães