Imóveis econômicos impulsionaram o setor imobiliário em 2018, aponta Secovi-SP

Office building top view background in retro style colors. Manhattan buildings of New York City center - Wall street

Da Redação

De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) apresentados pelo Secovi-SP, durante coletiva de imprensa, os lançamentos na cidade de São Paulo totalizaram 32,8 mil unidades residenciais em 2018, volume 4,0% superior às 31,4 mil unidades lançadas em 2017. O resultado manteve o ritmo de recuperação iniciado nos últimos meses de 2018 e superou a média histórica de 30 mil unidades por ano na capital paulista.

Nos lançamentos de 2018, 65% das unidades foram de 2 dormitórios, 62% possuíam área útil menor do que 45 m² e 51% tinham preço total de até R$ 240 mil. As características que predominaram foram, principalmente, de imóveis econômicos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida.

Comercialização – Em 2018, a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (PMI) registrou 29,9 mil unidades residenciais novas comercializadas na cidade de São Paulo. O montante é 27,0% superior às 23,6 mil unidades vendidas em 2017 e acima da média histórica de 27,6 mil vendas anuais.

Durante o ano passado, foi mantido o comportamento de vendas de imóveis econômicos registrado no ano anterior. Do total comercializado, 63% foram unidades de 2 dormitórios, 60% tinham menos de 45 m² de área útil e 47% preço de até R$ 240 mil.


Expectativas para 2019

Para 2019, a expectativa é de que a agenda macroeconômica do governo possa tramitar dentro do previsto, a fim de acelerar o crescimento econômico do País. Para tanto, é preciso que algumas pautas caminhem e sejam efetivadas, como a aprovação da reforma da Previdência, o equilíbrio das contas públicas, a desburocratização e a geração de novos postos de trabalho, dentre outras.

No que concerne ao setor imobiliário, merecem atenção temas como a limitação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para novos financiamentos para produção e aquisição de imóveis, bem como a dificuldade em viabilizar novos projetos habitacionais em razão dos altos preços dos terrenos.

Mesmo com um cenário econômico positivo e perspectivas de desenvolvimento sustentado, as dúvidas em função da redução do orçamento do FGTS e a falta de calibragem na Lei de Zoneamento na cidade de São Paulo são fatores que dificultam uma previsão sobre a extensão do crescimento do mercado imobiliário em São Paulo. A expectativa inicial para 2019 é de estabilidade frente aos resultados de 2018, tanto em lançamentos como vendas. Porém, em valores, estima-se um crescimento do VGV (Valor Global de Vendas) em torno de 10%.

Imagem: Divulgação