Guarulhos registrou 47 casos de interferência de raios laser em voos no ano passado

Lucy Tamborino

O GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, registrou 47 casos em que o uso de laser atrapalhou os voos no ano passado. Os dados são do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) e apontam que, em média, quatro ocorrências deste tipo foram registradas por mês.

O levantamento ainda identifica que as ocorrências diminuíram 36% em comparação a 2017- quando foram registrados 73 casos em que o manuseio desta ferramenta atrapalhou os voos.  Já neste ano 16 interferências do uso de raio laser ocorreram.

O uso indevido das ponteiras de raio laser contra cabines de aeronaves é risco potencial para as operações aéreas. Distração, ofuscamento e cegueira momentânea são os principais danos causados pela emissão do raio e podem comprometer a habilidade dos pilotos. O risco pode levar a situação extrema de perda de controle em voo, em especial, nos casos de aeronaves tripuladas por um único piloto. A prática de impedir ou dificultar navegação aérea é também considerado um crime – que prevê a reclusão de dois a cinco anos.

Para o Cenipa a prevenção de acidentes propiciados pelo uso de raio laser requer mobilização geral e integrada de diversas instituições governamentais, como, por exemplo, ensino, saúde, comunicação, segurança e defesa pública.

Imagem: Agência Senado