Em menos de um mês, Sabesp acaba com rodízio de água em 10 bairros beneficiando mais de 700 mil pessoas em Guarulhos

Lucy Tamborino

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) garantiu em evento realizado ontem para comerciais e industriais que pelo menos 10 bairros em Guarulhos já não passam por revezamento de dias com água e outros sem. “Nós em 15 dias tiramos 700 mil pessoas do rodízio e a expectativa é que até o fim do mês mais 100 mil pessoas também saiam desse sistema”, garantiu Benedito Braga, presidente da Sabesp.

Conforme Debora Pierini Longo, superintendente da região Norte da companhia, os bairros que não estão em sistema de rodízio de água são:  Gopoúva, Picanço, Cocaia, Cidade Martins, Ponte Grande, Bom Clima e Vilas Endres, Itapegica, Augusta e Galvão.

Já o presidente da Sabesp também reafirmou a responsabilidade com a cidade em sua apresentação. “Nós estamos comprometidos em melhorar a segurança hídrica em Guarulhos”, disse.

Para o prefeito Guti, acabar com o rodízio é um legado na sua gestão. “Quando nós falamos que conseguimos dar fim numa dívida de R$ 3,2 bilhões entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e a Sabesp é muito bom para o gestor, mas não tem preço saber que várias famílias que tinham problemas para higiene pessoal, para cozinhar, porque não conseguiam armazenar água, não vão mais passar por isso”, explicou.

Na ocasião, foram oferecidos serviços para empresários como água de reuso e o tratamento de esgoto, além de tarifa diferenciada. As medidas visam incentivar empresas a investir e a preservar os recursos naturais. Ainda em Guarulhos, a população deve contar até abril com eventos parecidos como o de ontem para apresentação das ações da Sabesp.   

Tratamento de esgoto

Outro desafio em Guarulhos é o tratamento de esgoto, já que, aproximadamente 12% do que é coletado é tratado. “No município nós temos 388 mil ligações de água e 326 mil de esgoto. O desafio aqui é grande. São 2.400km de rede de água contra 1.700km de esgoto”, explica Débora.

O processo de esgoto existe uma particularidade, a Sabesp é responsável pela coleta, mas há uma Parceria Público-Privada (PPP) com a prefeitura, onde outra empresa é responsável pelos coletores, interceptores e elevatórios. A viabilidade da continuidade da parceria está sendo estudada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).          

“Nós temos um prazo curto, de no máximo um mês, saber de que forma exatamente vamos proceder no tratamento de esgoto. No contrato da Sabesp já existe uma cláusula que caso a PPP não vingue, a companhia consegue assumir todo o tratamento de esgoto. Nós atualmente não temos a segurança jurídica necessária para caducar essa PPP, então não podemos colocar o tratamento do esgoto do guarulhense em risco, nós estamos esperando esse estudo para saber se tem vantagem econômica, segurança jurídica e o que é melhor para cidade”, explicou Guti.

Imagem: Divulgação