Em Guarulhos, Mário Covas defende o voto distrital e mudanças no Senado

Por Pedro Lacerda

O vereador Mário Covas Neto (Podemos) defendeu a implementação do voto distrital no país. Em visita a Guarulhos, na última sexta-feira (25), ele explicou que a medida viabilizaria algumas melhorias para regiões específicas das cidades.

“Se eu pertenço a uma determinada região e sou referência nela, mas sou de um partido distante não tenho os pleitos atendidos. Para a política, de um modo geral, isso não é bom. Com o voto distrital se eu sou do partido A e o prefeito do B, eu posso continuar no partido e falando sobre a região. Prefiro o misto porque você vai ter sempre representante que vai olhar o bairro e a cidade”, afirmou Covas em visita a Folha Metropolitana.

Pré-candidato ao Senado, ele defende mudanças principalmente no que diz respeito ao cumprimento do mandato dos senadores. “Precisamos de algum mecanismo para inibir que os senadores usem o mandato parcialmente. Deveria mudar essa regra ou obrigando que ele fique até o fim do mandato ou que o suplente seja o segundo colocado na eleição, independente do partido”, disse.

Acompanhado do vereador João Dárcio (Podemos), ele fez uma avaliação positiva do governo Guti. “Eu tenho referências positivas a respeito dele. Ele é um fenômeno para mim. Alguém tão jovem num município do tamanho de Guarulhos e da importância dele, é surpreendente para mim”, destacou.

 

“Antigamente o PSDB tinha líderes, agora tem donos”

Covas ainda aproveitou para especificar os motivos que o levaram a sair do PSDB em março deste ano. De acordo com ele, a sigla tinha uma identidade do ponto de vista ideológico e ético que foi perdida.

“Isso tudo em razão do poder. O poder atrai as pessoas e faz com que eles não tenham o mesmo compromisso daqueles que o fundaram. A partir daí acontecerão coisas extremamente desagregadoras”, afirmou.

O parlamentar fez duras críticas a Aécio Neves. “Ele começou a atuar como se fosse dono do partido. Não promovia reunião para discutir temas.  Ele tomava as decisões e seguia. Tomou a decisão por exemplo de adiar as convenções partidárias simplesmente porque isso beneficia seu intuito eleitoral. Depois disso se envolveu naquele lamaçal e o partido não foi capaz de tomar nenhuma providência quanto a isso. O PSDB começou a aceitar procedimentos que outros partidos aceitam. Antigamente o PSDB tinha líderes, agora tem donos”, afirmou.

Foto: Diego Souza