Eleição terá segundo turno entre Bolsonaro e Haddad

Da Redação

A disputa pela Presidência da República será decidida em votação de segundo turno entre o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e Fernando Haddad, do PT. Bolsonaro obteve 46,4 % dos votos válidos (48,9 milhões de votos), tendo saído vencedor em 16 Estados e no Distrito Federal Hadad obteve 28,9% dos votos válidos (30,6 milhões votos) e seu desempenho no Nordeste impediu que a onda bolsonarista invadisse também a região, o que teria levado a uma definição da disputa já no primeiro turno.

No total, Bolsonaro ganhou na totalidade das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Sua votação foi acompanhada por um desempenho surpreendente de aliados e correligionários em eleições majoritárias estaduais. O candidato do PSL, que praticamente iniciou a campanha sem acordos partidários, conquistou na reta final do primeiro turno de bancadas de peso e deverá reunir condições de governabilidade caso venha a ser eleito. O filho do presidenciável, Eduardo Bolsonaro (PSL), bateu o recorde histórico de votos para a Câmara dos Deputados, com 1.751.748 votos ou 8,74% do eleitorado. Antes dele, era o ex-candidato à Presidência Enéas Carneiro.

 

Bolsonaro diz que vai ao TSE exigir explicações sobre problemas nas urnas

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, questionou os resultados do 1º turno das eleições 2018 na noite de ontem. Em uma transmissão ao vivo feita por sua página oficial no Facebook, ele disse que “se tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o voto do futuro Presidente da República decidido no dia de hoje”.

Ao lado do economista Paulo Guedes e de uma intérprete de libras, Bolsonaro disse que vai exigir soluções junto ao Tribunal Superior Eleitoral. “Não podemos esmorecer”, disse ainda o candidato.

No discurso, o candidato do PSL reafirmou diversas bandeiras de sua campanha, como a redução de ministérios – “serão 15”, disse – e de empresas estatais. “Teremos pelo menos 50 estatais a menos, privatizando ou extinguindo”, afirmou. Também falou sobre segurança pública e fez um aceno às mulheres, eleitorado que foi considerado seu ponto fraco durante boa parte da campanha. “Vamos trazer a paz para as mulheres, para as mães quando seus filhos vão para a faculdade ou para um evento social Vamos jogar pesado em cima disso.”

No fim da sessão, Bolsonaro ainda conclamou seus eleitores a permanecerem mobilizados. “Estou aqui porque acredito em vocês e vocês acreditam no Brasil. O objetivo do Executivo e do Parlamento é produzir felicidade. Até a vitória, se Deus quiser ”

 

Haddad agradece a Lula e faz aceno a Marina e Ciro

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, adotou ontem, um discurso de união nacional e disse que pretende ampliar a aliança em torno de seu nome para “além dos partidos” na segunda etapa da disputa contra Jair Bolsonaro (PSL). Haddad fará mudanças em seu programa de governo, para atrair apoios, e também em sua equipe. A nova linha da campanha traz o slogan “Juntos pelo Brasil do diálogo e do respeito” e diz que a esperança vencerá o ódio.

“Queremos unir os democratas do Brasil, os que têm atenção aos mais pobres. Queremos um projeto amplo para o Brasil, mas que busque justiça social”, declarou. Em seu discurso, agradeceu a família, o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após ser confirmada sua passagem para o segundo turno, o petista recebeu telefonemas de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL). O petista agradeceu a família, ao PT e ao ex-presidente Lula logo no início do discurso. O Estado apurou que Ciro deu sinais de que se unirá a Haddad.

Imagem: Arquivo Agência Brasil