EDP realizou mais de 43 mil inspeções contra fraude de energia no Guarulhos em 2018

Da Redação

Durante o ano de 2018, a EDP atuou fortemente no trabalho contra as fraudes de energia. Conhecidas popularmente como “gatos”, estas irregularidades acarretam em prejuízo para toda sociedade, além de expor o responsável e terceiros a sérios riscos, como choques elétricos, curto circuitos e até incêndios.

Nos trabalhos realizados na cidade, as equipes técnicas de campo fizeram 43 mil inspeções contra fraude de energia, o que resultou na recuperação de mais de 53 mil megawatts-hora (MWh) irregulares. Esta quantidade de energia é suficiente para abastecer um município como Taubaté, ou de 307 mil habitantes por um mês. As vistorias da EDP são realizadas diariamente em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias de toda a área de concessão. 

A tecnologia também é parte essencial no trabalho de combate às fraudes. A empresa consegue identificar inconsistências na medição dos clientes a partir de uma central integrada de monitoramento remoto, a qual alerta e mapeia qualquer suspeita de irregularidade.

O furto de energia, além de perigoso, contribui para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores, uma vez que a quantidade de energia perdida por fraude e os custos para identificar e coibir as irregularidades são levados em consideração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para estabelecer o valor da energia para cada área de concessão. O Estado também é prejudicado, já que deixa de arrecadar o Imposto sobre Comercio e Serviço (ICMS), cobrado por meio da conta de luz.

Além do impacto financeiro, os furtos e fraudes de energia pioram a qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível a interrupções e oscilações no fornecimento de energia.

“Muitas vezes, os “gatos” são feitos de forma precária, o que aumenta muito o risco de acidentes graves a quem pratica o crime e para outras pessoas. O objetivo das ações da Empresa é eliminar estes casos, garantindo segurança e também a qualidade do serviço aos consumidores que pagam suas contas em dia”, destaca Luciano Cavalcante, gestor executivo da EDP. De acordo com a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abradee), ligação clandestina é a segunda maior causa de morte no país relacionada à energia elétrica, só perdendo para manutenção/construção predial. Entre 2009 e 2017 foram registrados 279 óbitos. Somente em 2017 foram 21 casos. 

Vale ressaltar que o Artigo 155 do Código Penal Brasileiro, prevê que o furto de energia é crime e passível de multa e prisão de um a quatro anos para o infrator. E, conforme a regra da Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), após o flagrante, é realizada a cobrança de todo o valor não faturado durante o período do furto.

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