Desemprego atingiu mais de 4,7 mil guarulhenses

A pandemia agravou uma crise econômica que o Brasil enfrenta nos últimos anos. E em Guarulhos não foi diferente. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, entre janeiro e outubro deste ano foram registradas 4.768 demissões em Guarulhos. Esse resultado é a diferença entre as contratações, que no período chegaram a 90.933, e as demissões que foram de 95.701.

Segundo o Caged abril foi o mês com o maior número de demissões, chegando a 11.229 pessoas. A partir de agosto a cidade começou a se recuperar com saldo positivo de 1.821; subindo para 5.307 em setembro e 5.868 no mês de outubro.

Mesmo com o desemprego acentuado, a cidade registrou a abertura de 16.729 novas empresas ante o fechamento de 4.600 entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnológico e Inovação (SDCETI). O número é, inclusive, superior ao mesmo período de 2019 quando foram contabilizadas 15.868 novas inscrições ante 5.178 canceladas.

Em todo o estado, houve um recorde histórico de abertura de novas empresas em setembro. Segundo a Junta Comercial, foram cadastradas 23.205 novas empresas jurídicas no estado, maior marca alcançada desde 1998, quando teve início a série histórica.

A maior parte das empresas abertas (31%) é do setor de comércio, veículos automotores e bicicletas, mas houve também abertura grande de empresas prestadoras de atividades profissionais, científicas e técnicas (12%) e de atividades administrativas e serviços complementares (11,3%). Segundo a Junta Comercial, setembro também registrou o menor número de encerramentos de empresas dos últimos dois meses, com 9.859 baixas. Com isso, o estado contabiliza o maior saldo líquido anual: 13.346, o que significa que, entre o total de empresas abertas e o total de empresas, o estado ainda teve um saldo positivo.