Coluna Livre com Hermano Henning

Essa história de que o neto de Lula, Arthur, não morreu de meningite meningocócica, como foi anunciado antes, está circulando já há alguns dias. Só ontem, no entanto, a Prefeitura de Santo André, onde fica o hospital onde o garoto foi atendido, assumiu a informação através de seu departamento de saúde. Quem estava promovendo o vazamento da notícia, até agora, era o deputado federal Alexandre Padilha, do PT, ex-ministro da saúde de Dilma Rousseff.

Só que, nem Padilha, nem a Prefeitura de Santo André, e muito menos o Hospital Bartira, da Rede D´Or, que atendeu Arthur, sabem dizer de que doença morreu o neto de Lula. Quer dizer, saber, possivelmente sabem, mas não dizem.

Segundo a Secretaria da Saúde do município, “exames feitos na criança descartaram a presença de meningite”. Ficou nisso.

Porque trazer esse assunto agora?

Só há uma explicação: a preocupação das autoridades municipais com as famílias dos coleguinhas de Arthur que entraram em pânico depois que as informações sobre a meningite foram divulgadas. Houve uma corrida às vacinas. Gente que chegou a pagar até mil reais por uma dose, segundo as informações que circularam ontem.

Só que o impacto passou. Já faz um mês que morreu Arthur e não se soube de nenhuma outra criança que tenha sido contaminada pela doença. Imagino que, agora, o melhor seria deixar a família decidir sobre o que fazer.

Vaquinha

Animada a sessão de ontem na Câmara. Líder do PSDB, vereador Celestino, registrando nossa estreia junto com Sergio Lessa na TV Guarulhos; vereador Brinquinho contatando deputados federais sobre eleições municipais daqui a dois anos e, nas conversas paralelas, a “vaquinha” do PT para a homenagem ao ex-presidente Lula no fim de semana em Curitiba. Já se completou um ano da prisão de Lula e os militantes petistas de Guarulhos já têm assegurado um ônibus para leva-los à capital paranaense. Estão otimistas quanto à participação de partidários do Brasil inteiro no evento. E esperançosos de que a libertação do ex-presidente aconteça logo. A decisão de mandar para a justiça eleitoral os crimes de caixa dois, votada pelo Supremo, faz com que muitas das decisões que mandaram o ex-presidente para a cadeia sejam revistas.

Um dos petistas ouvidos ontem na Câmara falou muito em prisão domiciliar. A chácara, não a de Arujá, é claro, mas a de São Bernardo, está sendo preparada para receber Lula, “se tudo der certo…”