Coluna Livre com Hermano Henning

Foi um sucesso a saída do bloco Banda Bicha de Guarulhos. Os organizadores falam em 30 mil pessoas no Bosque Maia e ao longo da Paulo Faccini. As Bichas completaram 43 anos.

O bloco nasceu por acaso numa brincadeira que começou no clube de campo dos Bancários na Vila Rio de Janeiro, zona rural na época. Lá tinha um campo de futebol onde acontecia os rachas de sábado. E foi acabar no Ponto Chic, o bar de encontro da moçada que ficava numa esquina da D. Pedro, em frente às lojas Ducal, onde se vendia ternos com duas calças.

A beberagem acontecia depois do futebol. E naquele sábado de chuva, uma semana antes do carnaval, o pessoal não deu mole. Se animou tanto a ponto de sair pelas ruas com roupa de mulher, batucando panelas e frigideiras.

Foi a primeira saída da bicharada.

O bloco nunca deixou o carnaval em branco nesses anos todos. Até então, lembremos, carnaval só existia mesmo na sede do Recreativo, dos Bancários e do Guarulhos E.C., o Guarulhão.

Compromissos

Dois altos funcionários municipais almoçaram ontem a feijoada do velho Guaru-Center, logo na entrada da cidade. Muito se comentou sobre as nomeações dos ocupantes de cargos de confiança na nova presidência da Câmara. Ouviu-se ali uma inconfidência: o presidente Jesus conseguiu nomear, de sua própria lavra, dois dos 25 cargos do organograma da Casa. A notícia teria sido dada pelo próprio vereador Jesus para mostrar sua capacidade de ouvir os pares e acomodar as reivindicações na composição de sua assessoria. Acho a contagem exagerada.

Constrangimento

Foi realmente desconfortável o episódio que transferiu cinco funcionários da paralisada TV Câmara para a Secretaria de Cultura. Eram dois jornalistas apresentadores de rádio e TV, um assistente de produção e dois fotógrafos. Eles se apresentaram para o trabalho no teatro Adamastor, sede da Secretaria, na segunda-feira e lá ficaram apenas algumas horas. Nenhum deles havia sido consultado para a transferência. Isso foi levado em conta pelo secretário da área, Vitor Souza, para mandá-los de volta. Mas houve também “problemas jurídicos”, segundo o secretário.

Fake News

O prefeito Guti reclama, e com razão.

Inventaram que a Prefeitura teria pago 37,95 reais por cada comprimido de Dipirona para seu serviço de saúde. Na realidade, a publicação no Diário Oficial se referia à compra de unidades com quinhentos comprimidos do remédio. Preço de cada um: R$ 0,07!

Na farmácia, cada comprimido custa R$ 0,34.