Causos e Causas com Alexandre Cadeu

SAAE – Informações necessárias

Ao completar um ano do contrato entre SAAE e SABESP, onde esta última assumiu a gestão do abastecimento de água e tratamento do esgoto em Guarulhos, com muitas especulações acerca do assunto, alguns tópicos merecem destaque porque é de interesse da população saber o que realmente está acontecendo.

Dívida milionária

Não é preciso ser expert em economia e administração pública para entender que no início da gestão GUTI o SAAE não tinha condições de pagar a dívida bilionária com a SABESP, fornecedora da matéria prima (água) para o município de Guarulhos, cujo valor girava em torno de R$ 3.200.000.000,00 (três bilhões e duzentos milhões de reais), e se encontrava em processo de execução e em vias de perder o patrimônio da autarquia, dívida que apenas cresceu desde 2001, quando o Prefeito Eloi Pietá resolveu não pagar mais nenhum valor pela água consumida, fato que tornava impossível qualquer renegociação diante da realidade do faturamento mensal R$ 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais)] e do descumprimento de outras negociações anteriores.  

Funcionários

O que indicava ser um transtorno no referido acordo, a garantia de emprego dos 1.041 funcionários daquela época, acabou se resolvendo de forma responsável e pacífica, pois 432 ex-colaboradores optaram pelo PDV (pedido de demissão voluntário), outros 400 foram cedidos por convênio à SABESP, enquanto aproximadamente 70 estão afastados legalmente, a maioria por licença-médica, permanecendo o restante deles trabalhando nas diversas secretarias do município.

Abastecimento de água

A assinatura do convênio SAAE/SABESP permitiu que o fim do rodízio de água se tornasse uma realidade para o guarulhense, pois, além do fato do tratamento e fornecimento de água por uma das maiores empresas do ramo no mundo, verificou-se eficiência nos atendimentos à população, tornando realidade a urgência como são conduzidos os consertos de vazamentos e instalação de água, dentre tantos.

Enfim o tratamento do esgoto

O tão sonhado tratamento do esgoto pela cidade de Guarulhos já é uma realidade, se verificando ao longo do município a implantação de redes coletoras que nos apresenta metas audaciosas para o ano de 2020, onde se espera que o tratamento atinja cerca de 40% da quantidade produzida, algo realmente impensado no município que sempre foi exemplo negativo na questão do descarte de esgoto, mas que hoje já trata cerca 12% do volume produzido, inclusive tendo bairros como o CECAP com tratamento de 100% de seu esgoto, o que demonstra a correção do acordo firmado.

Triste exemplo – Rio de Janeiro

O que acontece no Rio de Janeiro demonstra que o abastecimento de água e o tratamento do esgoto não podem ser relegados ao embate político, tornando necessário efetivo empenho do gestor público de modo a não permitir que a população seja surpreendida com água barrenta e poluída em suas torneiras, o triste exemplo vem de perto, é realidade. Por isso, penso que Guarulhos acertou na gestão da água e esgoto, com respeito ao cidadão, mesmo que ainda haja muito a ser feito (e pode ser feito).

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