Câmara adia votação do Plano Diretor

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Corrida Folha Metropolitana

Lucy Tamborino

Pautado na sessão extraordinária de ontem, por falta de parecer das comissões técnicas permanentes, os vereadores adiaram para amanhã, também em sessão extraordinária, a votação do projeto de lei que institui o novo Plano Diretor. A oposição afirma que não pretende obstruir a votação do projeto, mas trabalha para um convencimento do Executivo.  

“Queremos que o prefeito mande outro projeto de lei, discuta com a sociedade e aprofunde melhor o debate, porque o plano está muito genérico, dessa forma dá margem a tudo, mas o principal prejuízo dele não é esse, é você colocar uma grande quantidade de pessoas sem perspectiva de moradia”, criticou o vereador Edmilson Souza, líder da oposição. Entre as críticas do parlamentar, está o fato déficit habitacional de Guarulhos ser de 150 mil moradias e o projeto contemplar obrigatoriamente 11 mil.

Já o vereador Eduardo Carneiro, líder do governo, defende que o número é apenas um piso e não teto. “É no mínimo 11 mil moradias e o teto é o que o governo tiver condição de fazer”, destacou, afirmando que a quantidade base foi avaliada e desenvolvida por técnicos.

Para o parlamentar, o novo Plano Diretor atende os objetivos a qual foi proposto. “O Plano Diretor é um projeto que norteia o crescimento da cidade, mas ele não pode ser engessado, ele tem que ser aberto, porque a cidade de Guarulhos está em franco crescimento. Com isso, novamente situações vão aparecer e se você fizer um projeto engessado você não vai ter condições de sanar eventuais problemas”, pontuou.

Ainda na sessão de ontem, os vereadores aprovaram o piso salarial profissional dos agentes comunitários de saúde de Guarulhos para R$ 1.550,00. Medida que, de acordo com a oposição, pode gerar ação judicial, uma vez que o aumento aconteceu após a retirada do adicional de insalubridade da categoria.

Imagem: Lucy Tamborino

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