Atos lembram um mês do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho

MG - ROMPIMENTO-BARRAGEM-REJEITOS-VALE-BRUMADINHO - GERAL - Cachorro usado para auxiliar bombeiros e voluntários que realizam trabalhos de resgate na região atingida pela lama após o rompimento da barragem de rejeitos da mina do Feijão da Vale, situada em Brumadinho (MG), nesta segunda-feira (28). 28/01/2019 - Foto: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Da Redação

Atos em diferentes cidades do Brasil lembraram ontem um mês do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG). O maior deles ocorreu no centro de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Parentes e amigos das vítimas, além de moradores do município, fizeram uma caminhada seguida de uma homenagem às vítimas da tragédia.

Após uma rápida cerimônia em homenagem aos bombeiros, policiais, militares e voluntários que participam dos trabalhados de busca às vítimas do desastre, centenas de pessoas vestindo roupas brancas e portando balões, faixas e cartazes caminharam até a ponte sobre o Rio Paraopeba, atingido por toneladas de resíduos tóxicos de mineração.

Na entrada da ponte destruída, músicos da banda instrumental de Brumadinho executaram o hino nacional e líderes religiosos oraram em memória das vítimas. Por volta de 12h30, perto do horário em que a barragem da Vale se rompeu no dia 25 de janeiro, um helicóptero lançou pétalas de rosas sobre o Rio Paraopeba.

Segundo o balanço que a Defesa Civil de Minas Gerais divulgou no domingo (24) à noite, o número de mortos na tragédia já chega a 176. E 134 pessoas continuam desaparecidas. Além disso, as águas do Paraopeba continuam turvas em razão da contaminação pelos rejeitos da mineradora, que tenta conter o avanço da poluição.

Imagem: Fernando Moreno/Estadão