Após assembleia, médicos permanecem em greve

Da Redação

Após assembleia realizada na noite de ontem, os médicos decidiram permanecer em greve. A paralisação teve início nesta segunda-feira (02). Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, o motivo é que as duas principais reivindicações da categoria não foram atendidas.

“A primeira é a falta de profissionais na rede, principalmente nas especialidades. Hoje não há médicos especialistas suficiente para dar conta da demanda. Então queremos que a prefeitura nos assegure que realizará um novo concurso público no ano que vem ou que chamará aqueles que já foram aprovados nos concursos vigentes”, afirmou Gatti. Segundo ele, a falta de médicos especialistas tem sobrecarregado os profissionais e provocado a demora no atendimento dos pacientes nas unidades.

Já a segunda reivindicação diz respeito ao aumento no tempo da consulta. “Na atenção primária o médico tem que atender um paciente a cada 15 minutos, mas ainda há a demanda espontânea. Nós apresentamos uma contraproposta de quatro pacientes por hora, mas deixando uma vaga para esta demanda espontânea”, disse.

Na próxima terça-feira (10) a categoria se reunirá, a partir das 9h, no Hospital Municipal de Urgências (HMU) e seguirá em um ato até o Paço Municipal.

Em nota a prefeitura informou que a audiência realizada ontem à tarde no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou multa de R$ 100 mil ao sindicato caso não haja o cumprimento da presença de 70% de médicos em cada unidade de saúde, já que isso não vem sendo cumprido em algumas UBS, onde a adesão é maior. O TRT reconhece ser razoável os quatro atendimentos por hora, conforme defende a prefeitura. 

A administração municipal se compromete a melhorar a segurança nas unidades de saúde, mas não aceitou – como queria o sindicato – incorporar gratificação por assiduidade aos salários por entender que é ilegal. Conforme proposta da prefeitura, o TRT sugeriu o não desconto dos dias parados, mas com compensação caso a greve terminasse imediatamente. Como não houve a concordância por parte do sindicato, a prefeitura deverá descontar os dias parados desde o início do movimento. A adesão dos médicos ao movimento grevista se manteve a mesma: cerca de 3%.

Imagem: Divulgação