Aeroporto de Cumbica registra queda de 70% no fluxo de passageiros

SP - AEROPORTO/SP/GUARULHOS - CIDADES - Movimento no Aeroporto Internacional de São Paulo Governador André Franco Montoro (SP), em Guarulhos (SP), nesta sexta-feira, 22, durante a pandemia do novo coronavírus. 22/05/2020 - Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam uma queda de 70% no fluxo de passageiros do GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica. Segundo a agência, a movimentação de passageiros prevista para entre março e outubro deste ano num cenário sem a ocorrência da pandemia seria de 25,9 milhões, enquanto o fluxo observado foi de oito milhões.

Ainda assim, nos últimos meses o terminal vem apresentando crescimento na movimentação de passageiros, ainda que os números não tenham chegado no patamar pré-pandemia.

De acordo com informações da concessionária que administra o aeroporto, entre os dias 4 e 7 de setembro mais de 190 mil viajantes estiveram no aeroporto – sendo os voos nacionais os mais procurados.

Nesse período, foram registrados 1.438 pousos e decolagens, entre voos nacionais e internacionais. Esses números representam um aumento de 9,2% quando comparado com os últimos dias do mês de agosto.

Dessa forma, o volume de passageiros atualmente é 50% menor do que antes da crise causada pelo novo coronavírus. Em março, no início da pandemia, foram registrados 18.890 pousos e decolagens (nacionais e internacionais) caindo para 3.264 em abril – auge da pandemia.

Atualmente, entre as rotas disponíveis em Cumbica, destacam-se destinos para América do Sul, América do Norte, Europa e África. Ainda de acordo com a GRU Airport, já possível viajar de São Paulo para Addis Abeba (Etiópia), Amsterdã (Holanda), Atlanta (EUA), Buenos Aires (Argentina), Cidade do México (México), Cidade do Panamá (Panamá), Doha (Catar), Dubai (Emirados Árabes), Frankfurt (Alemanha), Houston (EUA), Lisboa (Português), Londres (Inglaterra), Madrid (Espanha), Miami (EUA), Newark (EUA), Nova York (EUA), Paris (França), Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), Santiago (Chile), Toronto (Canadá) e Zurique (Suíça).

Para recuperação, Anac aprova reequilíbrio de R$ 854 milhões para o terminal

A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou as revisões extraordinárias dos contratos de concessão de quatro aeroportos por causa dos impactos econômicos da pandemia de covid-19. Os terminais que foram beneficiados nesta avaliação foram os aeroportos internacionais de Guarulhos (R$ 854,9 milhões), Brasília (R$ 184,8 milhões), Salvador (R$ 114,9 milhões) e Confins (R$ 111,1 milhões). No total, o montante de reequilíbrio aprovado foi de R$ 1,27 bilhão.

No início deste mês, a agência já havia aprovado a recomposição dos contratos dos aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre, Galeão e Fortaleza.

O reequilíbrio aprovado hoje, assim como o do início do mês, trata-se de uma recomposição de curto prazo. Agências e concessionárias ainda debatem como se dará o reequilíbrio de longo prazo. Enquanto no processo de agora o critério usado foi a diferença entre a movimentação prevista de passageiros pela Anac para os terminais e a observada entre março e outubro de 2020, os critérios para o reequilíbrio de longo prazo ainda não estão definidos.

Todos os reequilíbrios aprovados pela Anac ainda devem ser submetidos à Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), do Ministério da Infraestrutura, que dará o veredicto sobre o tema.

Os valores dos reequilíbrios econômico-financeiros serão deduzidos do saldo devedor das outorgas. No caso do Aeroporto de Salvador, além dos valores devidos das outorgas, eles conseguiram também a prorrogação da instalação de uma ponte de embarque, uma vez que as outorgas devidas pela concessionária são insuficientes para comportar as deduções dos reequilíbrios conquistados pelo aeroporto. O pagamento das outorgas, por sinal, foi postergado pelo governo para até 18 de dezembro como forma de dar mais liquidez às companhias.

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