ACE-Guarulhos entende necessidade de restrições e pede socorro de governos aos pequenos empreendedores

Vivemos tempos difíceis. Há um ano enfrentamos a maior crise sanitária que essa geração já viu. E o caos econômico é mais uma triste consequência desta pandemia, que tem oferecido dados cada dia mais assustadores em nosso País.

São recordes consecutivos de casos e mortes por dia provocados pelo novo coronavírus. O presidente da Associação Comercial de Guarulhos, Silvio Alves, vê com muita preocupação o avanço da contaminação, que está levando o sistema de saúde ao colapso.

A única solução para evitar este cenário desolador é a vacinação em massa. Mas, a velocidade da campanha de imunização tem sido muito mais lenta do que o crescimento do contágio.

Por isso, temos o entendimento que o caminho para minimizar a situação é mesmo intensificar as medidas para o isolamento e o distanciamento social. Apesar de ser decisão difícil e que, inevitavelmente, afeta a todos, a recém anunciada Fase Emergencial, por parte do governo do Estado, faz-se necessária neste momento.

Desde o início desta quarentena, a ACE-Guarulhos defende o equilíbrio entre a saúde e a economia das atividades não essenciais. Isso se faz necessário, principalmente, quando falamos dos pequenos negócios, que são os mais prejudicados.

Se as restrições são necessárias, os governos federal, estadual e municipal precisam dar contrapartidas financeiras e tributárias para evitar que o mal seja ainda maior. Os empreendedores precisam da suspensão do aumento das alíquotas do ICMS, além da postergação dos demais impostos, como o IPTU. Os programas de parcelamento também precisam ter vencimento adiado para depois do fim desta pandemia.

Não podemos e não devemos negar que a situação está muito grave. É triste demais assistir a tantas mortes todos os dias e a falta de leitos nos hospitais. É preciso sim priorizar a vida. Mas não se pode perder de vista a necessidade de manter vivos os setores de atividade não essenciais.