A Justiça do Reino de Deus – I

Pode ser paradoxal, mas existe uma maneira bem simples de você crescer e, apesar disso, ganhar discrição aos olhos do mundo. Hoje vou tratar da evolução espiritual. Foi Jesus Cristo quem disse: “…Tu, porém, quando deres uma esmola ou ajuda, não deixes tua mão esquerda saber o que faz a direita.” (Mateus, 6:3). Com base nesta passagem bíblica, creio que nós tenhamos um bom tema para reflexão.

Nós somos seres duais; ou seja, uma centelha divina habitando momentaneamente determinado corpo físico. A sociedade que valoriza o ‘ter’ nos impulsiona a buscarmos o conforto material para que saciemos as nossas necessidades mais diversas. Quem não se enquadra nesse contexto sofre muito, pois será eternamente desafiado.

As religiões têm a missão de ajustar as pessoas no caminho da retidão, do amor, da esperança e da fé. Todos esses sentimentos são fundamentais para o nosso cotidiano, visto que cria em nós a verdadeira dimensão desta dádiva de Deus chamada Vida.

Já que temos necessidades materiais, nada mais justo do que satisfazê-las. Nós precisamos de alimentos, de roupas, de um teto… Uma pessoa que não tem o que comer terá uma séria e dolorosa sensação de fraqueza. Alguém que não tenha o que vestir sentirá frio e poderá adoecer. Quem não tem onde morar viverá em lugares insalubres e estará mais vulnerável a todos os tipos de perigo. Outras necessidades, ainda que sejam importantes, poderão ser saciadas posteriormente.

É claro, todos nós desejamos possuir um carro; se possível, novo em folha. Algum problema? Não, nenhum. O automóvel permite o tão desejado ‘ir e vir’, no tempo em que bem entendermos; encurta distâncias e nos proporciona imensa alegria. Mas não deve ficar infeliz aquele que não possui o seu carrão. Se alguém quer ou precisa de um veículo, deve trabalhar, economizar e desenvolver a fé em seu objetivo. Caso os recursos financeiros não sejam suficientes no momento, o sonhador não deve perder a esperança. Talvez este não seja o momento ideal de possuir o bem. Continue trabalhando, fazendo aquilo que é essencial; na hora certa, o ‘possante’ estará na garagem de casa.

Nunca, jamais, em tempo algum deve-se sequer pensar que determinada pessoa tem um bem de consumo, mas nada fez para merecê-lo. Esse tipo de postura em nada ajuda no processo de conquistar o que se deseja. Aliás, muito pelo contrário, o certo é abençoar a vitória alheia. Isso dá uma sorte! E lembre-se: é somente por meio da gratidão e da generosidade que se alcança os melhores resultados.

Afirmemos, com convicção: Muito obrigado, Senhor, pois eu tenho o que comer hoje; muito obrigado, Senhor, pois tenho o que vestir agora; muito obrigado, Senhor, por me permitir habitar um imóvel; muito obrigado, Senhor, por me mostrar o eterno valor da gratidão.