Coluna Livre com Hermano Henning

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Alexandre Zeitune pode ser um dos candidatos à Prefeitura na eleição do ano que vem. O vice-prefeito eleito com Guti no segundo turno de uma eleição disputadíssima há três anos pertence ao diretório nacional da Rede, o partido da Marina Silva. Quase saiu para governador do Estado no ano passado. Não aconteceu porque sentiu que não havia bala suficiente na agulha para sustentar uma campanha que a situação exigia. Mas não há dúvida: Zeitune é a maior liderança da legenda hoje no Município. E sua afirmação de que “a Rede entra com uma proposta maiúscula no pleito municipal de Guarulhos”, dita ontem durante uma entrevista na TV da cidade, mostra que o partido da ex-senadora e duas vezes candidata à presidência já tem candidato.

Alexandre Zeitune vai ter muito o que dizer durante a próxima campanha. Foi objeto de muitas acusações que pipocaram logo depois de desvincular-se da administração – atuou como secretário da Educação durante mais de um ano. “Tempo de muito entusiasmo e realizações”, revelou. Uma Comissão Especial de Inquérito aberta na Câmara que veio na sequência de seu afastamento da Prefeitura deu trabalho, foi desgastante, mas no fim deu em nada. Nada se provou contra ele. Alexandre Zeitune, considera-se um político limpo. Mais um que entra na relação dos possíveis candidatos a prefeito na eleição do ano que vem.

O vice-prefeito dá expediente numa pequena sala do Teatro Adamastor no bairro do Macedo. E lá que ele atende seus amigos e correligionários.

Proposta da morte

Gleisi Hoffmann, a presidente do PT, aplaudiu com entusiasmo a nova algazarra protagonizada pela oposição ontem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. “Faz muito bem a oposição em obstruir. Tudo que a oposição quer é que isto (a reforma da previdência) não seja votado. Esta é a proposta da morte”.

A estratégia teve uma força extra. Do Centrão e do próprio PSL, cuja bancada é hoje uma das mais infiéis na Câmara porque boa parte dos deputados “sofre pressão das redes sociais.” A afirmação vem do próprio líder da bancada do partido de Bolsonaro, o deputado Delegado Waldir, de Goiás.

Está difícil conseguir votos favoráveis ao parecer do relator, o também delegado Marcelo Freitas, do PSL de Minas Gerais. Passar pela CCJ da Câmara é o primeiro passo para esse projeto de reforma da previdência chegar ao plenário. Mais pra frente ainda tem outra comissão, a que vai analisar e votar o mérito.

Se está difícil agora, como é que será mais pra frente?

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