Ligações clandestinas no Picanço desperdiçam água em época de economia

Ligações clandestinas no Picanço desperdiçam água em época de economia

Mayara Nascimento

Algumas casas na região do Picanço possuem ligações clandestinas de água. Através de uma mangueira os moradores puxam água da rua e enchem as caixas d’agua sem que passe pelo hidrômetro, assim não gerando custos e pagando apenas o consumo mínimo.

O bairro passa por rodízio e as ligações irregulares atrapalham ainda mais o abastecimento. “Além de não pagarem o que consomem tem desperdício. Jorra água o dia inteiro na rua pela mangueira que eles instalaram. A situação já se arrasta há quase sete anos”, contou uma moradora do bairro que prefere não se identificar.

Em nota, a Sabesp informou que uma equipe vistoriará o local e em caso de constatação de algum tipo de fraude nas ligações, irá regularizar a situação e informar aos clientes as providências que deverão ser tomadas.

Para identificar esse tipo de crime, a Sabesp trabalha com as equipes de caça-fraude, que acompanham o consumo e vistoriam os imóveis. A companhia também conta o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado para operações conjuntas nos casos de maior complexidade. Quando constatada a fraude, a Sabesp cobra retroativamente a tarifa pela água furtada e pelo esgoto coletado. O responsável responde por crime de furto, podendo pegar até oito anos de detenção.

A Sabesp conta com a colaboração dos próprios moradores, que podem relatar casos suspeitos pela Central de Atendimento (195) ou pelo Disque-Denúncia (181). A chamada é gratuita e não exige a identificação de quem telefona.

Imagem: Fernanda Carvalho/Fotos Pública

Deixe seu Comentário