Coluna Livre com Hermano Henning

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Operação Lava Jato em perigo.

O alerta vem sendo anunciado por quem acreditou nas promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro. A principal delas: a prioridade, ao ser eleito, em continuar e dar força ao combate à corrupção encetado pelo grupo de procuradores junto à 13ª. Vara Federal de Curitiba.

A arma de guerra já foi identificada. Chama-se Lei do Abuso de Autoridades aprovada a toque de caixa pela Câmara dos Deputados depois de passar pelo Senado.

Os eleitores do presidente que acreditaram na promessa querem o veto integral da lei e vão às ruas se manifestar neste domingo. Ela constrange a Justiça, Ministério Público e a Polícia. O assunto está nas mãos de Bolsonaro que tem até o dia cinco de setembro para decidir.

É claro que o Congresso pode recusar o veto presidencial, se ele acontecer. Mas, aí, será outra briga.

Não quero entrar em detalhes, mas a referida apenas atende uma pequena parcela da sociedade: os políticos pegos em falcatruas, roubando o dinheiro do povo.

Essa “pequena parcela” de gente com medo de ser responsabilizada pelos seus “malfeitos” (lembram-se desta expressão exaustivamente usada pela ex-presidente Dilma?) é, infelizmente, reforçada por  ingênuos (ou nem tanto) que acreditam que Lula é preso político, tem que ser libertado.

São os eleitores petistas. Com eles, uma parte ruidosa da imprensa que insiste em procurar pelo em casca de ovo com o objetivo de levar o ex-juiz Sergio Moro para cadeia.  

E soltar Lula, é claro, mesmo que, junto, sigam Eduardo Cunha, Sergio Cabral, Geddel Vieira Lima, todos presos e cumprindo pena. E quem mais?

Ah, é claro, José Dirceu, os tesoureiros petistas – todos eles, os marqueteiros do partido, deputados, senadores, empreiteiros e, quem sabe, promover vitoriosas ações na Justiça para trazer de volta a grana amealhada pela corrupção que foi devolvida aos cofres públicos, incluindo os bilhões da Petrobrás.

Isso tudo, além de proporcionar aos “presos políticos” ações milionárias de indenização pelo “encarceramento injusto”. É isso aí. Eles nos roubam e ainda pagamos…

Fico pensando se os jornalistas militantes, em sua campanha de difamação contra a Lava Jato, pensam nisso. Volto a usar o conceito ingenuidade. Será que ele existe nesse caso?

Estou cada vez mais levado a acreditar que ideologia, muitas vezes, é sinônimo de religião, no pior sentido. É aderir a uma seita, não enxergando consequências.

E gritar cada vez mais alto: “Soltem Lula e prendam Sergio Moro”.

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