Concorrência esvazia o Brasileirão – Luiz Gerardi

Concorrência esvazia o Brasileirão – Luiz Gerardi

Deixado de lado o nível técnico, todo brasileiro que gosta de futebol bate no peito e diz com orgulho que o Brasileirão é o campeonato mais disputado do mundo, e com razão.

Apesar da distância entre os elencos e a grana recebida, ao menos 10 equipes começam o torneio com alguma chance de título. Santos, Palmeiras, Flamengo, Atlético-MG, Grêmio, internacional, São Paulo e Athletico-PR vivem grande momento e o resultado das partidas entre eles é sempre imprevisível, isso sem contar o Cruzeiro, que pelo tamanho e tradição poderia estar nesse bolo.

Realmente, seria um campeonato fantástico, se não houvesse a concorrência de outros torneios, principalmente a Copa do Brasil e Libertadores, que esvazia o Brasileirão e compromete a qualidade técnica do torneio.

O executivo de futebol do Internacional Rodrigo Caetano explicou um pouco de qual é o pensamento de um clube que disputa as semifinais da Copa do Brasil e está classificado na Libertadores. Segundo ele, não é nem a simples questão de poupar um jogador pelo desgaste das viagens e jogos. O que mais se deve levar em conta é o risco de uma lesão grave, mais comum de acontecer em atletas estafados.

O Inter prioriza escalar os jogadores nos torneios importantes e nos jogos no Beira-Rio, colocando reservas quando a partida do Brasileirão é longe de casa. Isso cria um desequilíbrio, favorecendo as equipes mandantes e garantindo pontos importantes para a disputa do campeonato brasileiro.

A partida de hoje entre Flamengo e Grêmio, no Maracanã, teria tudo para ser um dos grandes jogos do torneio, se o Tricolor Gaúcho não tivesse um duelo na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil. A equipe viajou para o Rio com apenas três titulares, Cortez, Matheus Henrique e Everton. Após voltar da disputa da Copa Suruga, no Japão, o Athletico também deve ir bem desfalcado para o jogo contra o Botafogo.

Se cobra mais qualidade técnica por aqui, mas não é de hoje que todos pedem uma revisão no calendário do futebol nacional, com menos datas e priorizando os torneios mais importantes, mas nada é feito nesse sentido. Mais uma vez é o futebol brasileiro quem perde.

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