Coluna Livre com Hermano Henning

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Hoje, terça-feira, tem sessão na Câmara de Guarulhos. Isto é, se houver quórum. Mas imagino que a maioria dos vereadores se fará presente pois há matéria importante a ser votada. Trata-se do Plano Diretor proposto pelo prefeito que vai direcionar o desenvolvimento do município para os próximos anos.

O Plano Diretor fala do zoneamento da cidade. Áreas onde se podem construir prédios, onde são proibidas construções que agridam o meio ambiente, localização de zonas residenciais, setores onde são permitidas edificações industriais, e por aí vai… É assunto de grande interesse.

A explosão imobiliária

Guarulhos tem experiência nessa área. O primeiro de nossos planos diretores foi preparado ainda no comecinho dos anos setenta. O município, área de segurança nacional por sediar a Base Aérea de Cumbica, era administrado pelo interventor federal Jean Pierre Hermann de Moraes Barros.

Era diretor de planejamento da Prefeitura o engenheiro Wilson Scanavaca. O primeiro plano diretor, um calhamaço com vários volumes de texto e centenas de gráficos, fora preparado pelo escritório do conhecido arquiteto Jorge Wilheim, um dos mais importantes urbanistas brasileiros. Não sei exatamente quanto, mas custou uma boa soma de dinheiro. Na Câmara, foi aprovado por todos os vereadores. Morio Sakamoto era presidente, com as bancadas de Arena e MDB, os dois únicos partidos de então, que contavam com vereadores experientes: Mario Antonelli, José Ribamar, Luiz Allan, Capitão Ribeiro, Jorge Singh, Luzanira Candéa, Darcy Pannochia, Antônio Petito e o professor Gasparino José Romão, entre eles.

Áreas verdes, onde estão?

Na aprovação de seu primeiro plano diretor, Guarulhos tinha trezentos mil habitantes, se tanto. Só teve um problema: o plano não foi levado à sério. Novos loteamentos, invasões, construções clandestinas, levaram Guarulhos, a exemplo de São Paulo, transformar-se no caos que é hoje, com um milhão de habitantes a mais.

O plano diretor de então previa um crescimento ordenado, ruas largas, avenidas arborizadas, iluminação pública, rede de água e esgoto, pavimentação, guias e sarjetas, limites para construção de prédios, áreas verdes em todos loteamentos. Nada disso foi feito. Hoje, a cidade é essa que a gente conhece…

Transmissão

Enquanto a TV Câmara não entra no ar, o trabalho dos vereadores pode ser acompanhado ao vivo pela internet. Consulte o link da página da TBL Comunicações no Facebook do jornalista Roberto Samuel.

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