Coluna Livre Hermano Henning

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Existe uma iniciativa na Câmara de Vereadores de Guarulhos pra mudar o horário das sessões. Transferir de duas horas da tarde para depois das seis. Foi proposta pelo vereador Edmilson Lula Souza que é líder da oposição. Tem certo sentido. Ele acha que o horário atual não dá chance para as pessoas que trabalham acompanhar a atuação dos vereadores. Mas está difícil aprovar. O assunto, por sinal, até agora nem foi colocado em discussão.

Houve época em que as sessões da Câmara eram noturnas. A frequência do público era maior, mas os vereadores sempre entenderam que o desconforto do horário noturno, para eles é claro, fala mais alto. Fora isso, alegam outros motivos. Lembram que a imprensa local é prejudicada. Os jornais têm hora pra fechar suas edições, assim sendo a cobertura fica capenga. Esse detalhe ajuda na argumentação de quem não quer ficar na função além das cinco da tarde. Este, em média, é o horário de encerramento das sessões. Com as duas sessões, são seis horas de plenário por semana. Isto na melhor das hipóteses.

Fala prefeito

Há uma certa curiosidade em saber por que o prefeito de Guarulhos pratica tantas mudanças em seu secretariado. A dança dos nomes parece nunca terminar e tem sido um dos principais assuntos dos colunistas locais. Quem entra e quem sai da administração de Guti, o prefeito, anima as colunas de política junto com as especulações sobre candidatos aos cargos que estarão em disputa no final do próximo ano. Quem sai pra vereador, quem sai pra prefeito, quem se compõem com quem. Tem muito tempo até lá, mas, na falta de assunto…

Sete bilhões

O prefeito vai falar sobre isso hoje numa entrevista marcada na TV Guarulhos, ao meio dia. Principalmente a história das mudanças constantes na sua assessoria.  Mas há outras questões importantes pra tratar com ele. Uma delas é saber das razões que o levaram a evitar fazer denúncias sobre administrações anteriores junto ao Ministério Público. Ou os motivos não existem? Algo a dizer sobre a dívida de sete bilhões e meio de reais? Isso compromete ou não o desenvolvimento da cidade? Falta dinheiro para a saúde? E as escolas? A gente sabe que a dívida não foi criada por ele. Mas quem é o responsável? Como está a relação com a Câmara? Alguma queixa da oposição?

Guti viveu um desentendimento sério com o seu vice, Alexandre Zeitune. Como está essa história hoje? Era seu companheiro inseparável durante a campanha e nos primeiros meses de mandato. Voltaram a se entender?

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