Nova tarifa dos ônibus intermunicipais já começou a valer e passageiros reclamam do alto valor

Nova tarifa dos ônibus intermunicipais já começou a valer e passageiros reclamam do alto valor

Mayara Nascimento

O aumento das passagens dos ônibus intermunicipais, administrados pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S/A (EMTU), começou a valer no último domingo (20), porém a maioria da população começou a usar os novos valores ontem, primeiro dia útil do aumento.

Leandro Nunes, 29 anos, pega a linha 175-Cocaia/Armênia e sempre vai em pé até São Paulo. O ônibus vai pela rodovia Presidente Dutra e quando tem acidente o tempo de viagem é dobrado. “Todo ano tem aumento e o valor não é revertido para o passageiro. Podiam colocar ar condicionado e melhorar o intervalo entre os ônibus. Às vezes passam três ônibus juntos e depois demora muito para vir o próximo”, explicou o passageiro que antes pagava R$ 5,75 e agora desembolsa R$ 6,00.

Rosangela Paulino trabalha em São Paulo e pega a mesma linha que Nunes. “O preço não compensa. É muito cheio, demora e não tem ar condicionado, nesse calor é muito difícil. Fizeram o trem de Guarulhos, mas também não adianta, demora muito pra eu chegar no trabalho”, afirmou.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo (STM) anunciou na última sexta-feira (18) o aumento da tarifa dos ônibus intermunicipais em 6,45%, mas algumas pessoas abordadas durante a reportagem ainda não sabiam sobre a nova tarifa. “Muita gente usa cartão e nem repara no valor que é descontado. Quando você paga em dinheiro dói no bolso e você percebe como é caro andar de transporte público”, explicou Maurício do Prado, vendedor de 18 anos.

Em Guarulhos as tarifas ficaram com valores entre R$ 4,80 e R$ 7,15. A maior tarifa será paga para pessoas que se deslocam das regiões de Cumbica, Jardim Fortaleza, Vila Carmela, Bambi, Vila Any, Lavras, entre outras.

O reajuste das tarifas levaram em consideração o IPC-FIPE, o aumento dos combustíveis, a elevação do custo de mão-de-obra e, no caso do VLT, a elevação do custo da energia elétrica, porém nenhuma melhoria foi realizada. Algumas linhas não possuem cobrador e o motorista é responsável por arrecadar o dinheiro de quem não paga a passagem com o cartão.

Imagem: Mayara Nascimento

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